A crise financeira e política no Paraguai devido o fechamento do banco Ueno Bank de pode afetar temporariamente o movimento de brasileiros que atravessam a fronteira para fazer compras. Conforme a avaliação do consultor tributário Altair Toledo, sócio da TPZ Partners, a insegurança provocada pela crise bancária deve afastar parte dos consumidores por alguns dias.
Em entrevista à Rádio Som Maior, Toledo afirmou que o clima de tensão pode levar brasileiros a adiar viagens ao país vizinho, especialmente nos próximos finais de semana.
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Apesar disso, ele não acredita que a situação provoque uma mudança duradoura no fluxo de consumidores.
“Talvez você vai ter dois finais de semana que o pessoal vai deixar de ir, vai ficar com um pouco de medo de ir”, avaliou o consultor.
Crise no Paraguai pode reduzir movimento na fronteira
Toledo considera que a tensão política está mais concentrada em Assunção, capital paraguaia, e não necessariamente nas cidades procuradas pelos brasileiros para compras. Segundo ele, a região de Ciudad del Este pode até ficar menos movimentada durante o período de instabilidade.
“Talvez até vai ser bom para quem quiser ir, porque vai estar mais tranquilo, porque a cidade de leste é sempre muito movimentada”, afirmou.
O consultor acredita que a retomada deve ocorrer conforme a situação política se estabilizar e os clientes do banco afetado começarem a receber os recursos.
“Uma vez que você entrega o dinheiro e paga as pessoas, a coisa volta ao normal”, disse.
Crise bancária atingiu milhões de clientes
A intervenção no Ueno Bank, uma das principais instituições financeiras do Paraguai, deixou milhões de clientes sem acesso às contas e provocou uma crise política no país.
Toledo avalia que a liberação dos recursos pode ajudar a reduzir a tensão. Durante a entrevista, ele mencionou a aprovação de uma medida emergencial para garantir o pagamento de valores aos clientes afetados.
O especialista também afirmou que a crise provocou preocupação entre empresários brasileiros que atuam no Paraguai, mas disse que os consultados por sua empresa estão apreensivos com o momento, sem prever mudanças na política de atração de investimentos.
A situação, segundo ele, deve ser acompanhada até que os pagamentos e a transição política avancem.
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