Uma tartaruga-verde, da espécie Chelonia mydas, foi encontrada morta, no último domingo (22), em Balneário Arroio do Silva. A equipe do projeto Educamar, ONG dedicada à conservação e proteção da vida marinha e de ambientes costeiros, foi acionada para atender a ocorrência, mas, ao chegar ao local, o animal já estava sem vida.
“Quando fomos acionados, a tartaruga ainda estava viva, mas, ao chegarmos, ela já tinha morrido. Conseguimos, então, realizar uma necropsia detalhada”, explica Suelen Santos, coordenadora de pesquisa do Educamar.
LEIA MAIS:
- VÍDEO: Gigante de 150 kg impressiona no Amazonas e exige força de dois homens
- ‘Rato Aquaman’ surpreende banhistas ao nadar em praia de SC
Resultado da causa da morte
O exame apontou que o animal morreu por afogamento, com indícios de interferência humana. Também havia sinais de possível colisão com embarcação. No sistema gastrointestinal foram encontrados resíduos como linhas de pesca, pedaços de plástico e embalagens.
O que mais chamou a atenção da equipe foi um saco inteiro de chup-chup (sacolé ou geladinho) e parte da embalagem de um salgadinho de milho.
“O fato evidencia a importância em descartar corretamente o lixo. Um simples saco de chup-chup ou uma embalagem de salgadinho deixados na praia podem parar no estômago de uma tartaruga. Cuide do seu lixo. Faça a sua parte”, pontua Suelen.
Casos são mais frequentes no verão
Segundo a equipe, casos como esse são mais frequentes nesta época do ano. Com as águas mais quentes, as correntes marinhas atraem as tartarugas em busca de alimento, como águas-vivas. No entanto, a maioria dos óbitos está relacionada, direta ou indiretamente, à ação humana. Os animais podem ficar presos em redes de pesca e não conseguir subir à superfície para respirar ou, ainda, sofrer ferimentos provocados por hélices de embarcações.
A Chelonia mydas, conhecida como tartaruga-verde, é a maior entre as tartarugas marinhas de carapaça dura. Pode medir entre 71 centímetros e 1,5 metro e pesar de 40 a 160 quilos. A espécie habita águas costeiras tropicais e subtropicais, sendo raramente avistada em alto-mar.
Orientação
Ao encontrar um animal marinho encalhado na faixa de praia entre a Barra do Rio Araranguá e a Barra do Rio Mampituba, a orientação é entrar em contato com a Educamar pelo telefone 0800 641 5665.
A realização do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP) é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, para as atividades de pesquisa e aquisição de dados geológicos realizadas pela TGS na região.
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!