Os cartórios eleitorais de Criciúma dão início ao recebimento das urnas eletrônicas que serão utilizadas no pleito deste ano a partir das 14h desta semana. Apenas a 10ª Zona Eleitoral, a mais antiga e de maior abrangência no município, vai receber 207 equipamentos. Somadas as três zonas que cobrem Criciúma e municípios vizinhos, o lote total ultrapassa 600 unidades.
As urnas são transportadas do depósito central do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC), localizado em São José, as urnas passam inicialmente por um processo de conferência física, limpeza e testes operacionais para verificar a integridade do hardware.
LEIA MAIS
- Eleições 2026: veja o que acontece se a biometria não funcionar na urna
- SC ganha 236 mil eleitores e chega a 5,7 milhões aptos a votar em 2026
- Candidatos ao governo de SC poderão gastar até R$ 9,1 milhões no 1º turno
Paralelamente, os cartórios iniciam a fase de recrutamento dos técnicos de urna, profissionais que auxiliarão na logística e na manutenção dos aparelhos.
Urnas são lacradas e um eventual segundo turno
A inclusão das informações sobre eleitores, seções e candidatos registrados ocorre em uma etapa posterior.
"A preparação propriamente dita das urnas é feita em cerimônia pública, aberta à sociedade, geralmente na segunda quinzena de setembro. É nesse momento que as urnas recebem os dados oficiais dos candidatos e dos eleitores das respectivas seções", explicou Morais.
Após o fim do processo eleitoral e de um eventual segundo turno, as urnas lacradas retornam ao depósito central em São José. Os cartórios municipais não mantêm os aparelhos armazenados localmente.
Por determinação legal, os lacres originais são mantidos intactos por 60 dias após a votação, período destinado ao trâmite de eventuais recursos judiciais ou pedidos de auditoria.
Urnas tem fabricação 100% nacional
Diante de questionamentos e informações falsas sobre a integridade do sistema, o chefe de cartório reforçou que o projeto da urna eletrônica brasileira é 100% nacional. O modelo original foi desenvolvido em 1995 por uma comissão liderada por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e do Centro Técnico Aeroespacial (CTA).
"Isso está muito ligado à falta de conhecimento. O processo envolve questões técnicas que nem sempre estão ao alcance direto do público geral. E há quem se aproveite desse desconhecimento para divulgar notícias falsas sobre um sistema que é referência internacional."
Entre as atualizações mais recentes do sistema estão a expansão da biometria que atualmente alcança cerca de 80% do eleitorado catarinense, melhorias nos sintetizadores de voz e a introdução da imagem do intérprete de Libras na tela dos modelos mais novos.
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!