Em meio ao impasse entre a prefeitura e os professores da Afasc, os servidores de Criciúma aprovaram a proposta do município para o reajuste salarial da categoria. O dissídio contempla um aumento de 1% em relação a inflação. O aumento ainda precisa ser debatido na Câmara de Vereadores.
Para o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma e região (Siserp), o reajuste real é uma demanda antiga, desde a mudança de gestão do município, com a saída de Salvaro e entrada de Vaguinho.
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"Mais de 12 anos em que a gente não conseguia sentar a mesa e construir. Porque para sentar a mesa e construir precisa haver vontade de ambas as partes para fazer", desabafa o presidente do sindicato, Reginaldo Bernardo.
O acordo, no entanto, em nada interfere quanto ao requerimento de aumento dos profissionais da Afasc, que cobram o pagamento integral do Piso Nacional do Magistério. Nesta quarta-feira (6), às 10h, a associação e o sindicato se reúnem em um momento decisivo, que pode definir se haverá greve ou não.
Reajuste será acima do piso salarial
De acordo com o coordenador do Comitê Gestor, Celito Cardoso, o aumento salarial efetivo será superior a 10%, que somado ao valor atual, ultrapassa o piso nacional. O montante terá uma compensação de 5% para regência de aulas.
Um ponto criticado pelo sindicato é a falta de aumentos reais recentes, principalmente pelos desentendimentos com o ex-prefeito Clésio Salvaro. Dentre os casos, o que mais desagradava era a situação com os professores no começo da carreira, que recebiam abaixo do piso. "A gente vinha para a mesa debatendo isso e não tinha evolução", disse o presidente do Siserp.
Uma pauta que ainda segue em aberta é a valorização dos docentes com doutorado. "Tem mais de 30 profissionais na educação do município com doutorado, e que não tem nenhuma valoração por isso", destacou.
Ainda, Bernardo destacou evolução no assunto sobre a redução do Vale Alimentação, quando o servidor estava indisponível por questões de saúde. "Ele era penalizado duas vezes, penalizado porque adoecia e penalizado porque perdia o valor do Vale Alimentação", conclui.
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