O déficit acumulado pelo Consórcio CriBus, concessionária que opera o transporte coletivo em Criciúma, é de R$ 15,6 milhões, conforme documento apresentado pela Agência Intermunicipal de Regulação de Serviços Públicos (Agir). O valor foi exposto na manhã desta sexta-feira (17), em reunião extraordinária do Conselho Municipal de Transporte Coletivo (CMTC), convocada pelo Consórcio Cribus.
Na última semana, membros do CMTC contestaram as inconsitências dos valores referentes às pendências financeiras. No último encontro, ocorrido no dia 7 de abril, a Agir se comprometeu a apresentar, em até cinco dias, uma simulação do valor deficitário.
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Conforme a simulação apresentado, o Valor Presente Líquido em abril de 2025 é de -R$ 15.627.875,94. O cálculo foi feito a partir da planilha de Fluxo de Caixa Descontado (FCD), da Revisão Tarifária Periódica (RTP).
"Ressalta-se que a presente simulação possui caráter meramente ilustrativo, estando estritamente limitada ao escopo pactuado na reunião mencionada, bem como às premissas da RTP já concluída, não configurando, portanto, apuração de valor devido nem reconhecimento de eventual desequilíbrio econômico-financeiro atual", destaca o documento.
Em entrevista recente ao 4oito, o consultor da Cribus, Ronaldo Gilberto de Oliveira, afirmou que as empresas operam com déficit e alegam não ter mais condições de manter o serviço nos moldes atuais. Para equilibrar as contas, defendem o aumento do subsídio mensal pago pela Prefeitura como contrapartida ao congelamento dos preços das passagens.
Em fevereiro, o prefeito de Criciúma, Vaguinho Espíndola, comunicou que o preço da tarifa não sofreria reajuste, inclusive sem a correção da inflação. O valor permaneceu em R$ 5,25, baseado em parecer técnico da (Agir).
"Para que o sistema funcione naturalmente, é necessário R$ 1,5 milhão de subsídios. E a empresa recebe só R$ 500 mil", contou Ronaldo.
Detalhes do déficit não foram apresentados
Apesar do ofício encaminhado, nenhum representante da Agir compareceu na reunião desta sexta (17). Mesmo com o valor de R$ 15,6 milhões apresentado, a Agência Reguladora não explicou os gastos que ocasionaram este desequilíbrio.
"A análise integrada desses elementos exige a formalização de pleito de Revisão Tarifária Extraordinária (RTE), com atualização completa das projeções operacionais, econômicas e financeiras, o que extrapola o compromisso assumido na reunião de 07/04/2026", explicam.
No entanto, a Agir protocolou a instauração de um levantamento técnico, dentro do prazo de 90 dias.
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