O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) começou a liberar neste sábado (17) o pagamento dos valores garantidos a investidores e correntistas do Banco Master, mais de 60 dias após a liquidação extrajudicial da instituição financeira decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025.
Segundo anúncio oficial, o processo de ressarcimento envolve cerca de R$ 40,6 bilhões destinados a aproximadamente 1,6 milhões de credores, entre pessoas físicas e jurídicas, que tinham aplicações como CDBs e outros depósitos cobertos pelo fundo.
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Como funciona o pagamento
O FGC reforça que o pagamento não é automático: cada investidor precisa solicitar o ressarcimento por meio dos canais oficiais. Pessoas físicas devem utilizar o aplicativo do FGC (iPhone ou Android), enquanto empresas credoras realizam o pedido pelo Portal do Investidor no site do fundo.
No aplicativo, o credor deve:
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confirmar seus dados pessoais,
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validar a identidade,
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informar uma conta bancária de mesma titularidade,
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e assinar eletronicamente o termo de solicitação.
Após a finalização do pedido, o FGC tem até dois dias úteis para realizar o depósito na conta indicada.
Quem tem direito e limites
A garantia do FGC cobre depósitos e investimentos até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado financeiro — valor que contempla o principal e os rendimentos até a data da liquidação.
Aplicações acima desse teto não são cobertas pelo FGC e entram na massa de credores do banco liquidado, com possibilidade de receber valores adicionais apenas após processo de liquidação, que pode levar anos e sem garantia de total ressarcimento.
O maior resgate da história do FGC
O caso do Banco Master se configura como um dos maiores acionamentos do FGC na história recente, com valores que podem chegar a cerca de R$ 41 bilhões e impactar mais de 1,6 milhão de investidores, segundo estimativas feitas pelo próprio fundo e pelo mercado antes da consolidação dos dados.
Especialistas destacam que o volume financeiro e o número de credores envolvido tornam esse processo excepcional em comparação a casos anteriores, como o da liquidação do Banco Bamerindus em 1997.
Alerta contra golpes
O FGC também alertou para tentativas de fraude envolvendo mensagens e links falsos que prometem acelerar o pagamento, cobrar taxas ou solicitar informações que não são exigidas pelo fundo. O órgão reforça que não entra em contato por WhatsApp, SMS ou redes sociais e que toda comunicação deve ocorrer exclusivamente pelos canais oficiais.
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