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Transição do poder, decisão na Fiesc e outras da coluna

A reforma do Comandante, sem regionais, Deinfra e Deter, e Criciúma fora do colegiado
Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 03/12/2018 - 06:51Atualizado em 03/12/2018 - 09:34

Cercada de muita expectativa, sai hoje a primeira entrevista coletiva do governador eleito Comandante Moisés (PSL). Ele vai mostrar como ficará a estrutura de poder do estado, a partir da reforma administrativa que vai implantar, e anunciar um grupo de secretários (cinco ou seis).

Moisés se fechou com uma equipe técnica depois de eleito para apurar informações, dados e números do governo, e montar uma nova estrutura de poder, em sintonia com o compromisso de campanha de enxugar a máquina.

Hoje, ele vai confirmar a extinção de todas as secretarias regionais, fusão de outras, o fim do Deter e do Deinfra, e a criação da Controladora Geral do Estado.

As secretarias de Planejamento e Desenvolvimento Econômico serão incorporadas pelas secretarias da Administrativa e Fazenda, e a de Comunicação será uma diretoria da Casa Civil.

No total, ficarão 11 secretarias apenas.

Hoje são 15 e tem mais 20 regionais (considerando que 15 foram extintas em fevereiro, quando Eduardo Moreira assumiu como governador).

A partir do momento que a reforma administrativa ficou definida, os técnicos foram montar a nova estrutura, e o governador eleito intensificou as conversas para montagem da equipe de governo. Mas, tudo muito reservado. Ao seu estilo.

Entre os nomes que serão anunciados hoje, devem estar os secretários de Saúde, Infraestrutura, Administração e do Sistema Prisional (que vai suceder a Secretaria de Justiça e Cidadania). Nenhum deles deve ser do Sul.

Não há previsão, pelo menos até agora, de nenhum secretário de Criciúma no futuro governo.


No hospital

No fim de semana, o governador eleito Comandante Moisés suspendeu as conversações que vinha fazendo por causa de problema de saúde de uma de suas filhas. Passou boa parte do tempo no hospital.


Pelo Sul

Lucas Esmeraldino, de Tubarão, presidente estadual do PSL, continua sendo dado como certo para a chefia da Casa Civil.

Mas, ontem ele repetiu a sua prioridade é estruturar o PSL, para que deixe de ser “uma onda” e se consolide como grande partido no estado.


Pelo Sul 2

O professor Silvestre Herdt, de Tubarão, primeiro reitor da Unisul, era considerado o nome mais forte para a Secretaria de Educação. Teria sido convidado (ou pelo menos sondado), mas declinou, principalmente pela idade (quase 80 anos).


Influência

O empresário Ricardo Faria, de Criciúma, é hoje um dos mais próximos do governador eleito. Não será secretário, mas pode ser classificado como “conselheiro”.


Depois do “tsunami"

O primeiro seminário para avaliar o “tsunami" eleitoral de outubro e as suas consequências foi realizado no sábado, durante todo o dia, em Capivari de Baixo, no auditório da Engie.

Foi um evento de ótimo conteúdo, com avaliações distintas, e projeções bem fundamentadas.

Participaram dez deputados eleitos, de vários partidos, e de todo o estado, além de dirigentes partidários e prefeitos.

De Criciúma, participaram os deputados eleitos Daniel Freitas (PSL) e Julio Garcia (PSD).

O evento foi organizado pelo empresário Laercio Menegaz Junior, fundador e diretor de uma empresa de consultoria política.


O que viabilizou a obra

Quando Clésio Salvaro venceu a eleição para prefeito em 2016, o médico Flavio Spillere Junior, amigo de Clésio e de Eduardo Moreira, decidiu fazer o “armistício" entre os dois. Acabar com as brigas.

Tomou a decisão por entender que a boa relação entre os dois, pelo menos respeitosa, viabilizaria benefícios para a cidade.

A manutenção da briga, naquele nível de abutre e satanás, só prejudicaria a cidade.

E Flavinho conseguiu.

Os dois se entenderam. Preservadas as diferenças políticas e partidárias, passaram a se respeitar e firmaram pacto de ação em conjunto pela cidade.

O hospital materno infantil Santa Catarina só saiu por causa disso.


Reconhecimento

Na inauguração do Hospital Santa Catarina teve os momentos reservados para o reconhecimento.

O prefeito Clésio Salvaro (PSDB) entregou uma placa ao governador Eduardo Moreira (MDB). E justificou: "Foi graças ao seu período no Governo do Estado e à carta branca dada ao secretário de Saúde, Acélio Casagrande, que uma das principais demandas da região saiu do papel”.


Decisão na Fiesc

A continuidade da escola de formação profissional no Bairro da Juventude, viabilizada com repasse mensal do Senai, será discutida hoje na Fiesc, em Florianópolis.

A diretora do Bairro, Silvia Zanette, e o presidente do conselho, José Altair Back, vão se reunir com o presidente da Fiesc, Mario Cesar de Aguiar, para tentar reverter a decisão do Senai de cortar o repasse de recursos.

O prefeito Clésio Salvaro e empresários da região participarão da audiência, em apoio à direção do Bairro.

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