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O futuro do HMISC, Merísio x Bolsonaro e outras da coluna

Depois da eleição, tem que preparar movimento para manter hospital infantil com Governo do Estado
Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 24/09/2018 - 06:55Atualizado em 24/09/2018 - 09:19

A partir de janeiro Criciúma não terá governador, nem vice. Não estará no núcleo de poder do Governo do Estado. Por isso, é preciso preparar já um movimento de pressão, com todas as forças representativas da cidade, para manter o Hospital Materno-Infantil Santa Catarina administrado pelo Estado. Porque é só assim que ele pode funcionar a pleno.

Hoje, o hospital está sob responsabilidade do Estado, mas por acordo de operação. Uma parceria. Ele não foi estadualizado formal e oficialmente.

O acordo representa uma economia de mais de R$ 1 milhão/mês aos cofres da Prefeitura. Praticamente toda a conta está sendo paga pelo Estado.

Além disso, o Governo do Estado está fazendo investimento pesado para conclusão do projeto do hospital materno-infantil completo, que será entregue/inaugurado até novembro. Até agora, o que é tratado como Hospital Santa Catarina é pouco mais que um pronto atendimento infantil. Não é um hospital. Longe disso.

Como hospital, a partir de novembro, será referência para todo o Sul do Estado. Serviços, atendimentos e procedimentos que atualmente precisam ser feitos em outras regiões do Estado, principalmente Florianópolis, passarão a ser feitos aqui.

Porém, a Prefeitura de Criciúma já tem dificuldades de caixa para manter como é hoje e não terá nenhuma condição de manter o hospital completo funcionando.

O próximo governo vai se instalar em janeiro com discurso de corte e enxugamento, porque a situação financeira do Estado é delicada. A tendência é não renovar acordos, convênios e contratos, como o que existe em torno do Hospital Santa Catarina, que foi fechado neste ano. Se não tiver uma articulação forte de todos os representantes de Criciúma e região para agir logo depois da eleição, ainda em 2018, pela manutenção do acordo, e encaminhamento para estadualização definitiva do hospital, a cidade e região correm sério risco.


A maior carreata

Foi, sem dúvida alguma, a maior carreata em campanha política já realizada em Criciúma. No sábado pela manhã, aliados do candidato a presidente Jair Bolsonaro “tomaram” a Avenida Centenário. E em fila dupla praticamente todo o trecho (foto). No comando, o presidente do PSL em Criciúma e candidato a deputado estadual, Jesse Lopes, e o candidato a deputado federal, Daniel Freitas. Antes da saída, no Parque das Nações, foi entoado o hino nacional.


Merísio x Bolsonaro

O candidato a governador Gelson Merisio (PSD) ainda está avaliando a possibilidade de anunciar apoio à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL). Deve tomar decisão durante a semana. Ele tem ouvido prefeitos, deputados e aliados importantes. Disse ontem à noite que é uma decisão estratégica importante e que por isso precisa ser bem estudada.


O apoio de Ponticelli

Em Tubarão, também no sábado pela manhã, o prefeito Joares Ponticelli (PP) foi às ruas participar de ‘bandeiraço’ em favor de Bolsonaro. Ele havia anunciado apoio ao presidenciável na quinta-feira. Ontem à noite, o prefeito garantiu que não recebeu qualquer advertência do seu partido pelo apoio a Bolsonaro. “Pelo contrário, só recebi manifestações de apoio de diversos segmentos”, acrescentou.

O PP está na aliança de Geraldo Alckmin (PSDB) e indicou a sua vice, senadora Ana Amélia Lemos.


Salvaro não mudou de lado

Colocaram definitivamente o prefeito Clésio Salvaro (PSDB) na campanha de Mauro Mariani (MDB). 

Ontem, ele colocou no ar um vídeo reiterando apoio e acusando o “outro lado” de desespero. Foi uma reação à nota publicada no blog do Prisco informando que ele estava em vias de anunciar apoio a Gelson Merisio. “Isso é mentira, isso é calunia”, afirmou. No sábado, a direção estadual do PSDB expulsou o prefeito de Rio do Sul, José Thomé, por ter anunciado apoio a Merisio.


No ar

Na sexta-feira, Clésio já havia gravado depoimento de apoio à candidatura de Mauro Mariani, que será veiculado a partir de hoje no horário eleitoral. Ele fez reuniões com comissionados da Prefeitura para “recomendar” votos em Mariani. Também foram gravados depoimentos do prefeito de Nova Veneza, Geio Frigo (PSDB), e todos os prefeitos e vices do MDB da região.


Na área

Amanhã, o candidato de vice de Mauro Mariani, o ex-prefeito Napoleão Bernardes (PSDB), vai cumprir agenda em Criciúma e região, junto de Clésio Salvaro.


Ainda do Ibope

A pesquisa do Ibope divulgada sexta-feira à noite pelo grupo NSC parece ter colocando fogo na campanha. A diferença já foi percebida na movimentação de rua no sábado pela manhã.
Pelo Ibope, Mauro Mariani está em primeiro com 21%, Gelson Merisio em segundo com 18% e Décio Lima tem 17%.


Engarrafamento provocado

Ontem, fim da tarde, na BR-101, em Tubarão, a Polícia Rodoviária Federal fechou uma pista na frente do seu posto de trabalho, no sentido a Florianópolis. Colocou cones e dois carros atravessados. Sem nenhum policial. Provocou um engarrafamento de mais de dois quilômetros!


Com grupo de mulheres

O deputado Luiz Fernando Vampiro (MDB), candidato à reeleição, recebeu o apoio de mais de 400 mulheres que se reuniram no City Clube, Criciúma.


Com a juventude

A deputada Ada De Luca (MDB), candidata à reeleição, se reuniu com mais de 300 jovens, em Urussanga.
Estavam com ela o governador Eduardo Moreira e sua mulher, Nicole Torret Moreira.


Com "novos" políticos

O candidato a deputado federal Leodegar Tiscoski (PP) fez campanha no fim de semana em Laguna com o vereador Preto Crippa (PP), um “campeão de votos”, e fato novo na política da cidade. Em Florianópolis, outro “campeão de votos”, o vereador Pedrão (PP), gravou vídeo na frente do túnel na Via Expressa, acesso ao aeroporto, obra que foi construída quando Tiscoski foi secretário de Obras do Estado.

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