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Era julho de 1973.
Dona Lourdes me levou na rádio Araranguá para “garimpar" o meu primeiro emprego em rádio. E desde lá, é o que me faz levantar todos os dias às 4h20 da manhã, feliz, motivado, porque amo o que faço.
Sensibilidade de mãe. Melhor que qualquer teste vocacional.
Ela via que eu ficava direto mexendo no rádio que tinha na cozinha lá de casa, ouvindo e anotando, me fazendo locutor às vezes, seguindo uma planilha que havia montado com emissoras do país afora.
Minha mãe foi uma grande mulher. Uma leoa na defesa dos filhos.
Nazareno, Ivonete e eu fomos felizardos. Não poderíamos ter mãe melhor!
Ontem à noite, aos 98 anos, ela descansou, encerrou sua missão aqui na terra, foi para o céu.
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Maria de Lourdes Lessa, professora apaixonada, determinada, não se custava em seguir pelo interior no lombo de um cavalo para cumprir sua missão de ensinar.
Eu nasci em uma escola estadual, no Caverazinho, em Araranguá.
É a lei da vida. A gente sabe. Mas é difícil, doloroso. Pelo que ela foi, pela mãe que foi.
No recente dia 30, na porta da virada do ano, o médico comunicou que o quadro dela era irreversível, questão de horas ou dias. Dias difíceis se seguiram…
Maior orgulho da minha mãe.
Teve que vencer muitas dificuldades, mas sempre otimista, com fé, com postura.
Sempre divertida, afetuosa, inteligente, espirituosa. Adorava conversar.
Era daquelas que no mercado, conhecia o guarda, a caixa, a atendente, o gerente, o empacotador. Mas, conhecia de chamar pelo nome, saber dos filhos, falava da novela, palpitava dos assuntos da época.
Minha mãe, meu exemplo, meu orgulho.
Beijo, mãe.
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