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A opção pelo digital

Por Adelor Lessa Edição 17/12/2021

Não se trata de melhor, ou pior.
Não se faz comparação com nada.
A decisão de digitalizar o Toda Sexta é uma opção.

Sempre fui muito reativo às teses de fim do jornal impresso. E não mudei de opinião.
Penso que o impresso vive um momento semelhante ao do rádio quando surgiu a televisão.
Foi proclamada a morte do rádio, porque a televisão era o rádio com imagem.
No início, imagem em preto e branco. Depois, veio o colorido.

Na época, o forte no rádio eram as novelas e programas de auditório.
A televisão assumiu isso.

Com o rádio, você ouvia a novela e imaginava as cenas.
Com a televisão, você passou a ver as cenas, com todo o requinte, glamour, cenários bem montados, tudo muito colorido, com luxo, atores e atrizes bonitos.

A televisão também levou shows musicais e festivais.

O rádio teve que se reinventar.
Passou a ser mais eficiente e útil ao ouvinte/cidadão pagador de impostos como prestador de serviços, utilidade pública, informação atualizada e completa.
O rádio se agigantou de novo pela agilidade.

Isso é entender os novos tempos, as novas circunstâncias.
O impresso terá que fazer isso. Identificar o melhor modelo para ser útil e imprescindível. 
Mas, vai ter espaço para o impresso, e poderá ser maior até do que era.

Mas, entender o momento que vivemos e se adequar às novas circunstâncias é também o que motivou a decisão de digitalizar o Toda Sexta.

O 4oito e o Toda Sexta passam a caminhar juntos, numa opção clara dos seus gestores pelo digital.
É o que entendemos mais adequado para o negócio, com o produto entregue.

Quando o 4oito nasceu, num projeto sustentando pelo Arthur, já apontava para isso, tinha essa pegada.
Mas, surgiram dificuldades. De mercado, na empresa, gestão.

O 4oito foi tratado por um tempo com o site da rádio. Não era. Nunca foi.
Precisou de um tempo para fazer voo solo, demarcar o seu espaço e se consolidar.
A última pesquisa do Instituto IPC mostrou que é o portal com maior credibilidade e melhor conteúdo.
Foi a consagração.
Teve o mesmo efeito de uma taça levantada.

Pelo projeto original do Arthur, o Toda Sexta já poderia ter nascido no 4oito.
Mas, não era o momento. Ou, não pareceu ser.

O entendimento na época foi fazê-lo impresso.
Hoje, o produto está aprovado, o seu perfil bem definido, com reportagens não factuais, abordagens de fundo, mais leves. 
Aquilo que não tem espaço na guerra diária do hard news do portal.

Na linguagem de outros tempos, diríamos que é um “caderno de variedades”.

A propósito, o título “Toda Sexta” foi dado por Zuleide Hermann para o caderno de variedades que criou para o Jornal da Manhã.
Era o melhor caderno de variedades que já teve na mídia impressa de Criciúma.

Quando foi concluído pelo Arthur e a Alice o projeto do que seria esse “jornal semanal”, com o perfil mais leve, de fim de semana, fui imediatamente na Zuleide pedir para usar o título “Toda Sexta”. 
Além de adequado, tudo a ver, foi uma forma também de homenagear Zuleide e João Pedro Hermann por tanto que fizeram pela mídia de Criciúma.

Estávamos, no entanto, trilhando caminhos diferentes.
Na rádio Som Maior e portal 4oito trilhando a passos largos, e cada vez mais, para o digital, usando e se aproveitando das suas ferramentas.

Com o Toda Sexta, seguíamos no impresso.
Que, de novo, não é melhor, nem pior. É outro caminho.

O entendimento que era preciso, se fez rápido.
Mas, a decisão demorou. Teve que ser reavaliada várias vezes, e aperfeiçoada até o último instante.
Isso é foco.
Além de garantir que o nosso “jornal” vai chegar mais longe, em qualquer parte do mundo.

É possível afirmar que estamos com o assunto na pauta, na cabeça, e nas discussões, desde o ano passado.
Principalmente porque a decisão tomada incluiu dois movimentos.

Um novo 4oito, mais moderno, dinâmico, atraente e fácil para o leitor, pratico, objetivo, e bonito.  
E o Toda Sexta digitalizado, atualizado, com formato que lembra os melhores jornais digitais do mundo.

A parte mais interessante de tudo isso é que nos meus 45 anos de profissão, me vejo discutindo com meus filhos Arthur e Alice, e o pessoal bom da Burn, e mais um time jovem de profissionais, sobre digitalização, online, QR Code, e coisas do tipo.
Acabo me vendo mais jovem, porque o que estamos fazendo e colocando no ar, é o que de mais jovem e moderno tem no ambiente de mídia. 

E aí está o novo 4oito.
E o Toda Sexta tá on!

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