O vereador de Criciúma, Aldinei Potelecki (Republicanos), realizou a primeira manifestação pública após a operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), da qual foi alvo na quinta-feira (6).
Ainda ontem, Potelecki publicou um vídeo no Instagram, mas evitou comentar diretamente sobre a investigação, que também teve como alvo a esposa dele, Adriana.
“Estou aqui no meu gabinete, sigo com a mesma tranquilidade de sempre. Quem me conhece sabe que eu enfrento cada dia trabalhando, sempre do jeito que faço, com compromisso e com dedicação, mantendo sempre a fé, o equilíbrio e a responsabilidade”, afirmou.
"A cidade continua sendo sempre a minha prioridade. Vamos fazer de cada limão, uma boa limonada", completou.
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O que investiga a operação que envolve Aldinei Potelecki
A Operação Ubiquidade ocorreu em apoio à 11ª Promotoria de Justiça de Criciúma e cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de Criciúma, entre eles o gabinete do vereador, e também em Balneário Rincão.
A investigação apura suspeitas de contratos fraudulentos, uso de empresa de fachada e pagamento de propina, crimes que teriam sido praticados entre 2021 e 2024, período em que Potelecki atuou como diretor de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Criciúma.
De acordo com o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), o vereador teria utilizado sua influência na gestão de fundos municipais e na articulação da implantação de um novo centro de serviços em Criciúma para favorecer determinada instituição de ensino, que tinha interesse em assumir o comando do serviço.
Em contrapartida, a entidade de ensino teria contratado a empresa de fachada pertencente à esposa de Potelecki. O MPSC sustenta que as evidências apontam que a empresa contratada teria recebido valores parcelados por supostos “serviços de apoio administrativo”.
No entanto, a investigação indica que a empresa não possuía funcionários registrados e que a proprietária ocupava simultaneamente outro cargo, com carga horária de 200 horas mensais, o que tornaria inviável a execução do contrato de consultoria.
A investigação busca esclarecer o pagamento de vantagens indevidas, justificadas por contratos de prestação de serviços que, segundo os indícios, não teriam sido executados. O contrato seria um instrumento fraudulento para o pagamento de propina, resultando no favorecimento do agente comissionado.
Ainda em sua manifestação, o vereador disse que segue “trabalhando com responsabilidade e foco em quem mais precisa. Com responsabilidade, fé e compromisso pela nossa cidade”, afirmou.
O MPSC também busca identificar todos os envolvidos no esquema, incluindo a empresa supostamente responsável pelos serviços.
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