O pré-candidato ao governo de Santa Catarina, Ralf Zimmer (PRD), defendeu a valorização de lideranças locais e criticou a presença de políticos de outros estados em cargos de destaque na política catarinense. As declarações foram feitas nesta terça-feira (5), durante entrevista à rádio Som Maior.
Zimmer citou como exemplo a pré-candidatura do ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, ao Senado por Santa Catarina. “Nós vamos virar um puxadinho da Baixada Fluminense?", questionou.
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Além disso, ele descreveu o Rio de Janeiro como uma “esculhambação” e criticou a atuação política no estado. “Nós vamos entregar logo para os cariocas que acabaram com o estado. O estado do Rio é uma esculhambação. Nos últimos cinco governadores, quatro foram presos”, afirmou.
Arrependimento na votação
Zimmer também citou o senador Jorge Seif, afirmando ter se arrependido de apoiá-lo em eleições anteriores. Segundo ele, Santa Catarina deve continuar sendo um estado acolhedor, mas precisa priorizar representantes com ligação direta com a realidade local.
“Nós já temos um senador da República que veio do Rio de Janeiro. Inclusive, apoiei na última eleição, votei, me decepcionei e me arrependo desse fato. O que mais chama atenção no mandato dele é justamente esse arrependimento”, declarou, ao se referir a Jorge Seif.
Foco na gestão e planejamento de longo prazo
O pré-candidato destacou que Santa Catarina apresenta bons indicadores em comparação a outros estados brasileiros. Para ele, o principal desafio está no avanço da infraestrutura e na modernização da gestão pública.
Zimmer defendeu a necessidade de reduzir o tamanho da máquina estatal, diminuir custos com aluguéis e ampliar o uso de estruturas públicas. “É um modelo ainda arcaico, que precisa ser adaptado para garantir mais investimento direto na população”, afirmou.
Defesa da identidade catarinense
Ao projetar a campanha, Zimmer disse que pretende manter um discurso baseado em dois pilares: a defesa da identidade catarinense e a apresentação de propostas técnicas de gestão.
“Santa Catarina hoje vai bem, mas, se não houver planejamento, pode enfrentar problemas como outros estados já enfrentaram”, concluiu.
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