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Setembro Dourado: médica alerta sobre a importância da detecção precoce dos sintomas do câncer infanto-juvenil

Oncologista pediátrica do Hospital São José esclarece sobre os sintomas e a necessidade de se falar sobre a doença
Redação
Por Redação Criciúma, SC, 07/09/2021 - 14:03
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O mês de setembro traz para discussão a importância do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil. O Setembro Dourado foi criado para alertar a todos sobre a importância de se atentar aos sinais e sintomas sugestivos do câncer nas crianças e jovens, auxiliando na sua detecção e tratamento precoces.

“O Setembro Dourado tem o grande objetivo de lembrar da presença desta doença. Lembrar que existe o câncer infantil e alertar sobre a importância de se fazer um diagnóstico precoce. Não é possível falar em prevenção ao câncer infantil, já que é uma doença diferente do adulto. O adulto, por exemplo, sabemos que se ele fumar, há risco de ter um câncer de garganta. Se não fazer uma atividade física, não ter hábitos de vida saudável, viver sob muito estresse pode causar câncer de mama, entre tantos outros. Isso é diferente com a criança”, pontua a médica Adalisa Reinke, oncologista pediátrica e responsável pelo serviço no HSJosé. “Não existe o que se possa fazer para prevenir, por isso que são importantes os sinais e sintomas. É preciso estar alerta para que qualquer alteração que seja percebida, claro que descartada as doenças mais comuns da infância, sempre seja lembrado do câncer infantil. Quanto antes suspeitarmos, fazermos o diagnóstico e iniciarmos o tratamento, o prognóstico e a sobrevida do paciente será melhor”, complementa a especialista.

De acordo com a oncologista pediátrica, o câncer infantojuvenil pode se manifestar desde o nascimento e há pacientes que seguem em tratamento até os 21 anos. “A diferença do câncer infantil para o adulto é no tipo de célula que ele se manifesta. Nas crianças, na maioria das vezes, são células embrionárias. Os tipos mais comuns são as leucemias agudas, que é o principal câncer infantil, seguidas de tumores de sistema nervoso central (que acometem mais as crianças pequenas), e os linfomas que acometem mais os adolescentes”, explica dra. Adalisa.

 Manifestação dos sintomas

Segundo a especialista, os sintomas são muito parecidos com doenças comuns na infância. “Febre recorrente que não se encontra a causa, precisa ser investigada. Manchas roxas que aparecem pelo corpo sem batidas, vômitos, dor de cabeça, mudança de comportamento, irritabilidade. Criança feliz, é barulhenta. Se a criança mudou o comportamento tem que ligar o alerta, porque alguma coisa pode estar alterada no sistema nervoso central, por exemplo”, enaltece a médica.

Há outros sintomas que também precisam de atenção. “O retinoblastoma, que é o câncer nos olhinhos, se manifesta com o estrabismo. Às vezes se tira uma foto com flash e fica uma manchinha branca no olho. Este é um sinal de alerta e os pais devem procurar o pediatra para avaliar e ele dará o encaminhamento necessário. Dor óssea também é preciso ficar alerta. Existe a dor do crescimento? Existe sim. Mas a dor do crescimento acontece mais no fim do dia, alivia com repouso ou com uma analgesia simples. Não tendo o alívio desta dor, ela sendo persistente, precisamos pensar nas leucemias ou nos tumores ósseos”, explica dra. Adalisa.

Aumento no volume abdominal, também deve acender o alerta para os casos de tumores abdominais na infância que também são bastante comuns.

Atualmente o Hospital São José conta com 42 pacientes diagnosticados com câncer infanto-juvenil em tratamento. A instituição disponibiliza os tratamentos de quimioterapia, radioterapia, internações e cirurgias oncopediátricas. Somente os transplantes infantis que são realizados fora de Santa Catarina, já que não há hospitais que realizam estes procedimentos no estado.