Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!

Ar de Criciúma atinge nível insalubre após índice chegar a 170

Especialista explica como o sol avermelhado pode indicar partículas no ar e quais horários exigem mais atenção

Por Maryele Cardoso Criciúma, SC, 12/06/2026 - 07:20 Atualizado há quase um minuto
O início da manhã é um dos períodos mais críticos para a qualidade do ar I Foto: Gabrielle Rebelo/4oito
O início da manhã é um dos períodos mais críticos para a qualidade do ar I Foto: Gabrielle Rebelo/4oito

Quer receber notícias como esta em seu Whatsapp? Clique aqui e entre para nosso grupo

A qualidade do ar em Criciúma registrou índices considerados insalubres nos últimos dias. Enquanto o nível ideal é o mais próximo possível de zero, a média histórica da região costuma variar entre 12 e 15, mas nesta semana os indicadores chegaram a atingir a marca de 170.

O monitoramento é realizado por meio de sensores importados instalados em três pontos da cidade: na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), no Colégio Marista e na comunidade de Linha Batista. Os equipamentos acompanham a qualidade do ar em tempo real, minuto a minuto.

LEIA MAIS:

As partículas em suspensão podem ter diferentes origens, como emissões industriais, gases liberados por veículos e até mesmo queimadas ocorridas a milhares de quilômetros de distância.

"As partículas são extremamente pequenas. Podemos dizer que equivalem a um milímetro dividido por mil. Por serem tão minúsculas, conseguem penetrar profundamente nos pulmões, atingir a corrente sanguínea e até entrar em células do organismo. Elas estão presentes em toda parte e podem chegar até aqui transportadas pelos ventos, inclusive a partir das queimadas que ocorrem na região amazônica, algo bastante comum nesta época do ano", explica o climatologista e meteorologista Michael Peterson.

Segundo o especialista, as concentrações mais elevadas dessas partículas costumam ocorrer nas primeiras horas da manhã e no final da tarde. As condições meteorológicas também influenciam diretamente a qualidade do ar.

"Nos dias de frio intenso, acontece um fenômeno em que o ar frio fica preso próximo ao solo e impede a circulação do ar. Com isso, poluentes e outras partículas acabam se concentrando na atmosfera, piorando a qualidade do ar. Ao longo do dia, quando o vento aumenta e a temperatura sobe, essas partículas se dispersam. Já no início da manhã e no fim da tarde, quando as temperaturas voltam a cair, a qualidade do ar tende a piorar novamente", detalha.

A chuva também exerce papel importante nesse processo. De acordo com Peterson, as precipitações ajudam a remover partículas suspensas da atmosfera, promovendo uma espécie de "limpeza" natural do ar.

A coloração alaranjada do sol pode indicar uma maior concentração de partículas suspensas na atmosfera I Foto: Arquivo/4oito

Sol avermelhado pode indicar maior concentração de partículas

Um fenômeno que ajuda a indentificar é a coloração intensa do sol em alguns momentos do dia. Embora o tom alaranjado ou avermelhado seja considerado bonito por muitas pessoas, ele pode ser um indicativo de maior concentração de partículas na atmosfera.

"Quando observamos o sol muito vermelho ou alaranjado, isso geralmente significa que há uma quantidade maior de partículas suspensas no ar. Cada elemento químico reage de uma forma diferente à luz solar, provocando alterações na coloração que enxergamos", explica o meteorologista.

Cuidados com a saúde

Pessoas mais sensíveis, como crianças, idosos e indivíduos com doenças respiratórias, devem redobrar a atenção nos horários em que a concentração de partículas costuma ser maior.

"Além de evitar atividades físicas e caminhadas no início da manhã e no final da tarde, é importante manter uma boa hidratação e seguir corretamente os tratamentos e medicamentos prescritos pelo médico para amenizar sintomas como tosse, irritação nas vias respiratórias e falta de ar", orienta Peterson.

Copyright © 2026.
Todos os direitos reservados ao Portal 4oito