A Colônia de Pescadores do Balneário Rincão recebeu autorização oficial do Ministério da Pesca e Aquicultura para a construção de galpões destinados ao abrigamento de barcos e materiais de pesca.
A liberação foi confirmada em entrevista à Som Maior pela presidente da Colônia de Pescadores Z-33, Maria Aparecida da Silva. A melhoria acontece no trecho de preservação que se estende do norte do município até a plataforma, alcançando áreas da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).
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Andamento de obras precisam aguardar período eleitoral
Apesar do aval concedido pelo Governo Federal, o andamento das obras e a execução do projeto precisarão aguardar o encerramento do período eleitoral para que o sistema possa avançar.
“Já temos uma área demarcada para fazer o galpão de pesca, só que agora em período eleitoral você sabe como é que funciona. Não se pode dar andamento a todo esse sistema”, ressalta Maria Aparecida.
Além da infraestrutura de apoio aos barcos, a presidente da entidade, Maria Aparecida da Silva, a Cida, confirmou a inclusão da comunidade local no projeto “Maré Boa”. A iniciativa federal busca viabilizar o processamento e o beneficiamento de pescados com previsão de início para janeiro.
Estrutura visa evitar dependência de intermediários
A meta do programa é começar com o tratamento de uma a três toneladas diárias de peixe até atingir a capacidade máxima de seis toneladas por dia a longo prazo. Estruturas como essa visam evitar que os trabalhadores dependam de intermediários, cenário que ocorreu recentemente quando mais de 100 toneladas de tainhas, anchovas e corvinas foram vendidas a atravessadores por falta de local adequado de armazenamento.
"Nossos pescadores pescaram mais de 100 toneladas entre anchovas e tainhas e corvinas e foi tudo para atravessador? Não tem razão de ser dessa forma", lamentou Cida.
A viabilização do espaço de armazenamento ainda enfrenta desafios ambientais no município. O Balneário Rincão não dispõe de rede de esgotamento sanitário e apresenta um lençol freático situado a menos de meio metro do solo, o que complica a gestão dos efluentes líquidos gerados no processamento dos peixes.
Enquanto os resíduos sólidos já possuem destinação garantida para a fabricação de ração animal, a destinação das sobras líquidas segue como um entrave técnico que necessita de adequação para garantir a sustentabilidade da operação.
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