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Arroz de SC pode ganhar novo mercado na África com exportação ao Togo

Setor busca ampliar vendas diante dos preços pressionados; negociação ainda está em fase inicial

Por Lucas Mackowieski Criciúma, SC, 01/10/2026 - 06:38 Atualizado há quase um minuto
Possível negociação com o Togo pode abrir um novo mercado para o arroz catarinense | Foto: Epagri/4oito
Possível negociação com o Togo pode abrir um novo mercado para o arroz catarinense | Foto: Epagri/4oito

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A visita do embaixador do Togo, Ninsao Oubonfo Lantame, a Criciúma abriu caminho para uma possível exportação de arroz catarinense ao país africano. A negociação ainda está em fase inicial, mas já desperta o interesse do setor arrozeiro, que vê uma oportunidade de ampliar o mercado para a produção estadual.

Em entrevista ao portal 4oito, o presidente do Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC), Walmir João Rampinelli, confirmou que existe a possibilidade de exportação.

Ele participaria da reunião com o embaixador nesta quarta-feira (30), na Associação Empresarial de Criciúma (Acic), mas não conseguiu comparecer por problemas de agenda.

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De acordo com Rampinelli, ainda será necessário definir o volume de arroz que poderá ser negociado. A operação também pode envolver mais de uma empresa exportadora.

Visita do embaixador do Togo a Criciúma abriu conversas sobre oportunidades comerciais | Foto: Lucas Mackowieski/4oito

Para ele, a aproximação não deve beneficiar apenas o país africano, mas abrir oportunidades de troca comercial entre os dois mercados.

Exportação de arroz pode ampliar mercado catarinense

O presidente do SindArroz-SC acredita que a visita do embaixador do Togo pode resultar em uma parceria com benefícios para os dois lados. A expectativa é que as conversas avancem e permitam identificar produtos e oportunidades de interesse mútuo.

Rampinelli também lembrou que Santa Catarina já exportou arroz para países africanos em outras ocasiões, principalmente quando havia excedente de produção.

No entanto, essas operações ocorreram de forma esporádica, sem se consolidar como um mercado constante.

Setor arrozeiro catarinense busca novos mercados para ampliar as exportações | Foto: Prefeitura de Tubarão/Divulgação/4oito

A possibilidade de uma nova negociação surge em um momento de desafios para a rizicultura catarinense, que enfrenta pressão nos preços e prejuízos provocados pelo excesso de chuva em algumas regiões.

Togo busca tecnologia e oportunidades em Santa Catarina

A aproximação entre os dois países começou com a visita do embaixador à Acic, em Criciúma. Além do interesse comercial, o representante destacou a intenção de buscar cooperação nas áreas de tecnologia, energia, arquitetura e educação.

“Nós precisamos principalmente de Criciúma, porque Criciúma é muito avançada em tecnologia e o nosso país, Togo, não tem desenvolvimento em tecnologia”, afirmou Lantame.

O Togo também apresentou oportunidades para empresas brasileiras, especialmente na comercialização de fosfato, mineral utilizado na produção de fertilizantes. O país africano também produz soja, que tem a Europa entre seus destinos.

Para o presidente da Acic, a visita permite aproximar empresas e instituições e abrir portas para futuras negociações. “O importante é que as pessoas façam contato e abram oportunidades de negócios e de transferência de tecnologia”, destacou.

Safra de arroz enfrenta desafios em Santa Catarina

Enquanto o setor busca novos mercados, a safra 2026/2027 começa sob atenção dos produtores. O excesso de chuva já provocou prejuízos no Sul catarinense, especialmente em Turvo, e aumenta a preocupação com a produtividade.

Produção de arroz em Santa Catarina enfrenta desafios com o excesso de chuva na safra 2026/2027 | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil/Arquivo/4oito

A estimativa é de redução de 8% a 9% na produção da região Sul.

Entre os principais desafios estão:

  • Prejuízos causados pelos temporais nas lavouras e na infraestrutura;
  • Excesso de água nas áreas de cultivo;
  • Risco de doenças, como a brusone;
  • Possíveis impactos do fenômeno El Niño na produtividade.

A abertura de novos mercados, como o Togo, pode representar uma alternativa para o setor arrozeiro catarinense. No entanto, a exportação ainda depende da definição dos volumes e do avanço das negociações entre as empresas e os representantes dos dois países.

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