O Sul de Santa Catarina voltou a registrar saldo positivo na geração de empregos formais em agosto, após três meses consecutivos de retração. Foram criadas 70 vagas na mesorregião no mês, interrompendo a sequência negativa observada em maio (-1.164), junho (-1.026) e julho (-454). Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Para o economista Leonardo Alonso Rodrigues, ainda é cedo para falar em retomada do mercado de trabalho formal na região. "Os resultados sugerem uma transição de uma fase de deterioração mais intensa para um quadro de maior estabilização", avaliou.
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Região Carbonífera tem quarto mês seguido de saldo negativo
Na Região Carbonífera (Amrec), agosto terminou com saldo negativo de 217 empregos formais, mantendo a sequência de retração iniciada em maio. O resultado repete o número registrado em agosto de 2025, mas representa uma perda menor que a observada em junho (-278) e julho (-352).
No acumulado de janeiro a agosto, a Amrec ainda mantém saldo positivo de 1.491 empregos formais, número, porém, cerca de 61% abaixo das 3.870 vagas criadas no mesmo período de 2025.
Criciúma tem saldo negativo no acumulado do ano
O economista Alison Fiuza destaca que Criciúma registra saldo negativo de 78 empregos entre janeiro e agosto, ante 1.572 vagas geradas no mesmo período do ano passado. "A Região Carbonífera e o Sul catarinense ainda apresentam geração positiva, porém muito abaixo dos resultados alcançados no ano anterior", afirmou.
No acumulado do ano, o Sul do Estado mantém saldo positivo de 4.675 empregos formais, cerca de 58% abaixo das 11.151 vagas geradas no mesmo período de 2025.
Setor de serviços impulsiona recuperação na mesorregião
Segundo os economistas, a melhora observada em agosto no Sul catarinense está ligada principalmente ao desempenho do setor de serviços. "No Sul catarinense, por exemplo, o avanço dos serviços (+483) foi determinante para compensar as perdas da indústria (-281) e do comércio (-228) e recolocar a região no campo positivo", explicou Fiuza.
Rodrigues reforça que a desaceleração do mercado de trabalho na região é heterogênea entre os setores. "Comércio e alguns segmentos industriais seguem pressionando negativamente os resultados, enquanto serviços, construção e determinadas cadeias industriais continuam funcionando como importantes vetores de contratação", apontou.
Os dados integram o Boletim do Emprego Formal, elaborado com base no Novo Caged e disponibilizado pela Associação Empresarial de Criciúma (Acic), com gráficos e análises completas disponíveis no site da entidade.
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