O seguro-desemprego pago em 2026 já está com valores reajustados e passa a seguir o novo salário mínimo nacional. Com o piso oficial definido em R$ 1.621, nenhuma parcela do benefício pode ser inferior a esse valor, enquanto o teto foi atualizado para R$ 2.518,65.
A mudança entrou em vigor em janeiro e também alterou outras faixas de benefícios e contribuições previdenciárias. Para as parcelas acima do mínimo, o reajuste considerou a variação do INPC, fixada em 3,90%.
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Na prática, os trabalhadores que tiveram direito ao benefício começaram a receber os novos valores a partir de fevereiro, referentes aos pagamentos calculados com base no salário mínimo reajustado por meio do Decreto 12.797/2025.
O novo piso nacional representa aumento de 6,79% em relação ao valor anterior, resultado da soma entre a inflação medida pelo INPC e o crescimento econômico limitado pelo teto do arcabouço fiscal. Com isso, o valor diário do trabalho passou a R$ 54,04, enquanto a hora trabalhada foi fixada em R$ 7,37.
Reajuste também afeta aposentadorias e contribuições
Os pagamentos de aposentados e pensionistas que recebem o piso previdenciário também foram corrigidos e começaram a ser liberados ainda em janeiro. Já para quem recebe acima do mínimo, o reajuste de 3,90% elevou o teto do INSS para R$ 8.475,55.
Além do seguro-desemprego, outros benefícios também tiveram atualização, como o salário-família, que agora é de R$ 67,54 por dependente para trabalhadores com renda de até R$ 1.980,38.
As contribuições previdenciárias também mudaram: no caso do MEI e segurados de baixa renda, a contribuição mínima passou para R$ 81,05, enquanto os trabalhadores com carteira assinada seguem em faixas de desconto entre 7,5% e 14%, conforme a renda mensal.