Os desafios e as oportunidades para uma das regiões mais ligadas à atividade carbonífera em Santa Catarina estarão no centro de um encontro marcado para a próxima terça-feira (16), em Criciúma. Na ocasião, serão apresentados os resultados da fase de diagnóstico do Plano de Transição Energética Justa de Santa Catarina.
O evento ocorre das 14h às 17h, na Associação Empresarial de Criciúma (Acic), e reunirá representantes da sociedade civil, do setor produtivo e da comunidade acadêmica.
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A proposta é apresentar um panorama sobre os impactos econômicos, sociais e energéticos que podem influenciar o futuro da região Sul nas próximas décadas.
Plano aponta caminhos para a região carbonífera
Durante o encontro serão divulgadas análises sobre o cenário atual do estado e os principais desafios relacionados à atividade carbonífera, além das oportunidades de desenvolvimento para os municípios da região.
Entre os assuntos que estarão em pauta:
- Impactos da transformação do setor energético
- Perspectivas para os trabalhadores da cadeia do carvão
- Novas oportunidades de investimento
- Diversificação da economia regional
O estudo vem sendo construído com a participação de diferentes setores da sociedade. Ao longo dos últimos meses, foram promovidos encontros, entrevistas e oficinas em várias regiões catarinenses, reunindo mais de 260 participantes.
Entrega está prevista para outubro
Após a conclusão desta etapa, o trabalho seguirá para a construção de cenários e definição de estratégias que irão compor um plano de ação para os próximos anos.
Santa Catarina foi o primeiro estado brasileiro a criar uma legislação específica voltada para esse tema, incluindo medidas para reduzir impactos sociais durante as mudanças econômicas previstas.
Com investimento de R$ 3,5 milhões, o estudo já alcançou cerca de 50% de execução e deve ser entregue ao Governo do Estado em outubro de 2026.
A discussão tem peso especial para o Sul catarinense, onde a cadeia carbonífera movimenta mais de R$ 6 bilhões por ano, gera mais de 20 mil empregos diretos e indiretos e responde por aproximadamente 15% da economia local.
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