Uma rachadura no paredão do Morro dos Conventos causou preocupação nos moradores e turistas que frequentam o local, porém essa rachadura não significa que o ponto turístico esteja prestes a desmoronar. O local foi classificado como de risco alto pela Defesa Civil Estadual, porém o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) afirmou que não existe perigo iminente para quem frequenta a área.
A informação foi confirmada pelo promotor de Justiça, Thiago Naspolini Berenhauser, que diz que a preocupação está principalmente nos períodos de chuva, quando aumenta a possibilidade de desprendimento de rochas. O promotor explica que a fissura faz parte, segundo a avaliação inicial da Defesa Civil, da própria formação rochosa.
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“Hoje não há nenhum perigo iminente, mas por se tratar de uma região que é suscetível a esse tipo de desmoronamento”, destaca.
Mesmo assim, a origem e o comportamento da rachadura ainda precisam ser melhor estudados. O MPSC também quer entender exatamente quais áreas podem precisar de restrição de acesso e cobra do município informações mais detalhadas sobre as medidas que já foram adotadas.
Dúvidas sobre a rachadura permanecem
Segundo Thiago, a fissura localizada próxima ao mirante foi considerada natural pela Defesa Civil. No entanto, o Ministério Público solicitou um estudo mais aprofundado para verificar se existe alguma relação entre a rachadura e a construção do mirante.
“Por enquanto não há uma correlação”, afirmou o promotor.
Até o momento, também não foi identificado nenhum desmoronamento ou desprendimento fora do comportamento esperado para a formação rochosa.
- Fissura está próxima ao mirante
- Defesa Civil considera a rachadura natural da rocha
- Estudo ainda deve verificar eventual relação com o mirante
- Nenhum desmoronamento foi registrado até agora
Acesso ao Morro será avaliado conforme as condições
O mirante não tem restrição de visitação neste momento. A atenção está voltada principalmente às trilhas localizadas abaixo do paredão, onde o município já havia limitado o acesso em alguns pontos.
O MPSC quer que a Prefeitura esclareça quais áreas foram restringidas e apresente registros das medidas adotadas. “A gente cobra realmente um pouco mais de transparência conosco”, disse.
A definição dos pontos de maior risco ainda depende de avaliações técnicas. A intenção é estabelecer onde e em quais períodos será necessário limitar o acesso, especialmente durante episódios de chuva.
“Nós somos juristas, então a gente realmente tem que confiar no trabalho feito pelos órgãos técnicos, nesse caso foi a Defesa Civil do Estado”, afirmou o promotor.
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