A professora, que teve a foto divulgada após aparecer com uma bandeira LGBTQIA+ e uma camiseta em homenagem a Lula na Escola Bernardo Schmitz, em Sangão, afirma que foi exposta sem autorização e passou a ser alvo de ofensas e discriminação por causa de sua orientação sexual. A manifestação foi divulgada nesta quinta-feira (29), por meio do escritório de advocacia que a representa, dois dias depois do episódio, ocorrido na terça-feira (27).
“Divergir em opiniões é legítimo. O que não se admite é a exposição vexatória, a disseminação de acusações sem comprovação, a discriminação, as ameaças e os ataques à honra e à imagem da pessoa”, afirma.
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De acodo com a defesa, os conteúdos divulgados, entre eles publicações, vídeos e comentários, estão sendo preservados e encaminhados às autoridades para apuração de possíveis crimes de homofobia, discriminação, ameaças e contra a honra, além de medidas cíveis cabíveis.
Recado ao deputado
A nota cita diretamente o deputado estadual Jessé Lopes (PL), que levou o caso às redes sociais e disse que ia acionar a Secretaria de Educação.
A defesa ressalta que a divulgação de críticas e opiniões deve observar os limites da responsabilidade, “especialmente quando envolve a imagem, a reputação e a atividade de funcionária pública, professora do estado”.
Pedido às famílias
O escritório pede que famílias e alunos não compartilhem imagens, vídeos ou mensagens ofensivas e que eventuais informações sejam enviadas diretamente às autoridades, para evitar a propagação desse tipo de conteúdo.
A nota afirma ainda que a professora confia na investigação policial e espera que o caso seja tratado com responsabilidade “no estrito rigor da lei”.
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