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Prefeitura negocia contratos emergenciais para manter creches funcionando durante greve na Afasc

Município avalia empresas e instituições para garantir atendimento nos CEIs após paralisação dos professores

Por Thiago Hockmüller Criciúma, SC, 12/05/2026 - 10:07 Atualizado há 1 minuto
Professores da Afasc se concentram em frente ao CEI Pequeno Polegar | Foto: Enio Biz/4oito
Professores da Afasc se concentram em frente ao CEI Pequeno Polegar | Foto: Enio Biz/4oito

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A Prefeitura de Criciúma busca alternativas para manter as creches funcionando diante da greve iniciada nesta terça-feira (12) pelos professores da Afasc (Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma). Para isso, a Secretaria de Educação já negocia contratos emergenciais com empresas que garantam a continuidade do serviço.

A garantia foi dada pelo prefeito Vaguinho Espíndola em entrevista exclusiva à Rádio Som Maior. “Eles estão em greve e por conta disso nós já estamos fazendo todos os os contatos com instituições, com empresas. A Secretaria de Educação está movimentando tudo isso”, afirma.

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Prefeitura pode antecipar o fim do contrato com a Afasc

O contrato da Afasc com a Prefeitura de Criciúma para a gestão das creches se encerra em dezembro. O prefeito afirma que uma das alternativas avaliadas é a antecipação do fim do contrato.

Prefeito de Criciúma diz que antecipação do final do contrato é uma possibilidade | Foto: Sophia Rabello/4oito 

“Se não tiver, num prazo que foi estabelecido, uma decisão ou uma saída, naturalmente, a antecipação é uma das possibilidades reais”, argumenta Vaguinho.

Em nota, a Prefeitura de Criciúma afirma que notificará a Afasc para “adotar imediatamente todas as providências previstas em contrato para garantir a continuidade do atendimento nas creches administradas pela instituição".

“A Administração Municipal não aceitará que crianças fiquem sem cuidado e sem alimentação e que mães, pais e responsáveis sejam impedidos de trabalhar por causa de um impasse entre a Afasc e o sindicato que representa os profissionais, esse reivindicando um reajuste salarial acima de 60%”.

Ainda nesta terça, a Afasc deve recorrer da decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que rejeitou o pedido de liminar contra a greve dos professores. A decisão foi assinada pelo juiz Hélio Henrique Garcia Romero.

Professores da Afasc entraram em greve na manhã desta terça | Enio Biz/4oito

Professores da Afasc cobram pagamento do piso

A greve dos professores ocorre em meio a uma série de negociações frustradas entre a Afasc e o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Região Sul de Santa Catarina (Steersesc), que reivindica o pagamento do piso do magistério público.

Os professores cobram o pagamento integral do piso da categoria, atualmente fixado em R$ 5.130,64 para jornada de 40 horas semanais. Eles alegam que recebem cerca de R$ 3,1 mil.

Durante as negociações, a Afasc apresentou uma proposta de reajuste salarial de 6,36%, mas a oferta foi rejeitada por unanimidade pelos professores.

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