A Prefeitura de Criciúma busca alternativas para manter as creches funcionando diante da greve iniciada nesta terça-feira (12) pelos professores da Afasc (Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma). Para isso, a Secretaria de Educação já negocia contratos emergenciais com empresas que garantam a continuidade do serviço.
A garantia foi dada pelo prefeito Vaguinho Espíndola em entrevista exclusiva à Rádio Som Maior. “Eles estão em greve e por conta disso nós já estamos fazendo todos os os contatos com instituições, com empresas. A Secretaria de Educação está movimentando tudo isso”, afirma.
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Prefeitura pode antecipar o fim do contrato com a Afasc
O contrato da Afasc com a Prefeitura de Criciúma para a gestão das creches se encerra em dezembro. O prefeito afirma que uma das alternativas avaliadas é a antecipação do fim do contrato.
“Se não tiver, num prazo que foi estabelecido, uma decisão ou uma saída, naturalmente, a antecipação é uma das possibilidades reais”, argumenta Vaguinho.
Em nota, a Prefeitura de Criciúma afirma que notificará a Afasc para “adotar imediatamente todas as providências previstas em contrato para garantir a continuidade do atendimento nas creches administradas pela instituição".
“A Administração Municipal não aceitará que crianças fiquem sem cuidado e sem alimentação e que mães, pais e responsáveis sejam impedidos de trabalhar por causa de um impasse entre a Afasc e o sindicato que representa os profissionais, esse reivindicando um reajuste salarial acima de 60%”.
Ainda nesta terça, a Afasc deve recorrer da decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que rejeitou o pedido de liminar contra a greve dos professores. A decisão foi assinada pelo juiz Hélio Henrique Garcia Romero.
Professores da Afasc cobram pagamento do piso
A greve dos professores ocorre em meio a uma série de negociações frustradas entre a Afasc e o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Região Sul de Santa Catarina (Steersesc), que reivindica o pagamento do piso do magistério público.
Os professores cobram o pagamento integral do piso da categoria, atualmente fixado em R$ 5.130,64 para jornada de 40 horas semanais. Eles alegam que recebem cerca de R$ 3,1 mil.
Durante as negociações, a Afasc apresentou uma proposta de reajuste salarial de 6,36%, mas a oferta foi rejeitada por unanimidade pelos professores.
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