O Centro de Educação Infantil (CEI) Maria de Assis Góes, no bairro São Luiz, em Criciúma, está funcionando parcialmente nesta terça-feira (12) devido à greve dos professores da Afasc (Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma). Segundo informações do repórter Enio Biz, apenas 10 professores compareceram para trabalhar.
Com o número reduzido de profissionais, os alunos que chegam acompanhados dos pais estão sendo distribuídos em cinco salas. Ainda conforme a direção da unidade, as salas já atingiram a capacidade máxima e não há mais espaço disponível.
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A orientação repassada é para que busquem as crianças ao meio-dia, já que no período da tarde não haverá professores suficientes para manter o atendimento. Normalmente, o funcionamento do CEI ocorre até as 18 horas.
Pais dizem que foram pegos de supresa
Um dos pais que deixou o filho na creche relatou a situação enfrentada na manhã desta terça-feira. “O que o pessoal aqui do colégio me informou é que o meu filho pode ficar no máximo até meio-dia, por falta de efetivo, poucas professoras. E que talvez depois do meio-dia não tenha mais nenhuma professora”, disse.
O pai também comentou sobre o impacto da paralisação e afirmou compreender a reivindicação dos profissionais. “Não está sendo um ano fácil. A gente é pego de surpresa, mas também não pode culpar os professores. Eles estão buscando os direitos deles, então a gente entende isso.”
Professores da Afasc lutam pelo pagamento do piso
Segundo o sindicato da categoria, cerca de 350 professores devem participar da paralisação. A greve ocorre em reivindicação ao pagamento do piso nacional do magistério, atualmente fixado em R$5.130,64 para uma jornada de 40 horas semanais. Os profissionais alegam que recebem atualmente cerca de R$3,1 mil, valor considerado abaixo do piso da categoria.
A Afasc chegou a tentar, por meio da Justiça, impedir a paralisação nas creches do município. No entanto, o Tribunal Regional do Trabalho rejeitou o pedido de liminar contra a greve em decisão assinada na noite desta segunda-feira (11) pelo juiz Hélio Henrique Garcia Romero.
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