Após a Afasc divulgar uma nota oficial no último domingo (10) sobre a paralisação, a greve dos professores da instituição está confirmada e começa nesta terça-feira (12). Os profissionais irão iniciar a manifestação na Escola Lapagesse e, em seguida, seguirão para os demais Centros de Educação Infantil (CEIs) do município.
A paralisação acontece em reivindicação ao pagamento do piso salarial da categoria e à valorização dos profissionais da educação infantil, e deve contar com a maioria dos professores da categoria.
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Professores lutam pelo piso a mais de uma década
A professora e mestre Raquel Silva, presidente do Conselho do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), afirmou em entrevista a rádio Som Maior, que a reivindicação pelo pagamento do piso salarial não é recente e que a discussão já ocorre há mais de uma década. “O piso do magistério não é novidade para a Prefeitura de Criciúma. Essa discussão judicial acontece desde 2012”, destacou.
Raquel também afirmou que a paralisação busca dar visibilidade a um problema histórico enfrentado pelos profissionais da rede, destacando a diferença salarial entre os profissionais da Afasc e os professores da rede municipal. “As professoras estão dando visibilidade à precarização do trabalho docente na educação infantil pública de Criciúma. As professoras da Afasc historicamente recebem salários inferiores aos da rede municipal”, concluiu.
Presidente do sindicato reforça apoio da categoria
O presidente do sindicato reforçou que o apoio da categoria é fundamental neste momento. Segundo ele, a mobilização busca garantir o pagamento do piso salarial dos professores. “Queremos o nosso direito, que é o pagamento do piso”, afirmou.
O impasse envolve o pagamento do piso salarial dos professores, atualmente fixado em R$ 5.130,64, a categoria alega que atualmente recebe cerca de R$ 3,1 mil. Já a afasc sustenta que o piso nacional é destinado aos profissionais concursados, e que o aumento de 63% na folha de pagamento, é algo financeiramente inviável para a instituição.
Em nota, a Afasc sustenta que "esgotou as possibilidades de negociação com o sindicato que representa os trabalhadores e adotará todas as medidas jurídicas e administrativas cabíveis para preservar a continuidade do atendimento".
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