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Por cheiro de tinta, funcionárias passam mal

Situação foi registrada na manhã dessa sexta-feira, na Dorlytex Indústria de Elástico
Por Francine Ferreira Criciúma, SC, 12/01/2019 - 09:58
Fotos: Daniel Búrigo / A Tribuna
Fotos: Daniel Búrigo / A Tribuna

As altas temperaturas registradas nos últimos dias, aliadas à pintura de uma sala da Dorlytex Indústria de Elástico, fez com que funcionárias da empresa passassem mal na manhã dessa sexta-feira. A situação foi registrada em um dos setores da fábrica, localizada na Colmeia Industrial, em Criciúma.

Conforme a sócia proprietária da Dorlytex, Rosângela Naspolini, das 35 funcionárias que trabalhavam pela manhã, ao lado da sala que está sendo pintada, uma que sofre de sinusite começou a se sentir mal e, logo depois, as demais também alegaram um mal súbito.

“Em seguida acionados o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que encaminhou duas mulheres à UPA da Próspera. Depois, mais dois funcionários levaram outras de carro para serem atendidas. No entanto, a única que nos entregou atestado médico foi a que sofre com problema de sinusite, uma vez que passou mal em decorrência desse problema. As demais acredito que ficaram apavoradas por conta da situação. Ainda assim, todas foram dispensadas em seguida, mas duas decidiram ficar trabalhando”, explica Rosângela.

A sócia proprietária ainda acrescenta que as notas das tintas que estavam sendo utilizadas chegaram a ser levadas ao médico, mas que nenhum problema foi registrado. “É um local quente, mas não insuportável. Acredito que, por ter sinusite, nossa funcionária sentiu dificuldade na respiração e as outras se influenciaram. Na hora prestamos assistência e o SAMU chegou logo em seguida”, completa.

De acordo com o sócio proprietário, Dorly Naspolini, foi a primeira vez, em 54 anos de existência, que uma situação como essa aconteceu na Dorlytex. “O calor que está dando ultimamente é fora do normal. Mas essa empresa é a mais antiga indústria de portas abertas em Criciúma, tem 75 funcionários e funciona 24 horas por dia, parando apenas aos domingos. Trabalhamos em turnos de seis horas, um trabalho puxado em produção de elásticos. E, claro, tudo que for possível fazer no sentido de melhorar, se tiver algo que pudermos fazer, vamos fazer”, garante.

Questionado sobre o assunto, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Vestuário e Calçados de Criciúma e Região, Izio Inácio, alegou que está de férias e retorna aos trabalhos na próxima segunda-feira, quando deverá se inteirar do caso e, se necessário, tomar as devidas providencias.