O surf feminino está vivendo dias de glória com a surfista Michaela Fregonese. A paranaense quebrou o recorde da maior onda surfada no Brasil por uma mulher e pode se tornar a nova dona de uma marca histórica para o surfe de ondas grandes entre homens também. O "feito" aconteceu na última segunda-feira (11), na Laje da Jagua, em Jaguaruna, conhecida como a "Nazaré Brasileira".
"Eu fui muito privilegiada com essa onda, foi muito emocionante. Na hora a gente não tem noção do tamanho, mas depois vendo as imagens fiquei impressionada", relata a surfista Michaela Fregonese.
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Atualmente o recorde está com Lucas Chumbo, com a marca de 14,82 m, realizado em agosto de 2025. Nos próximos dias as imagens serão analisadas e será batido o martelo.
"As imagens são encaminhadas para o especialista, que faz os cálculos e consegue ter com precisão o tamanho da onda. Ele faz o cálculo do tamanho do surfista na posição da manobra e assim ele consegue calcular", explica Thiago Jacaré, surfista de ondas gigantes.
Momento aguardado pelos surfistas
As condições do mar que condicionaram as ondas gigantes aconteceram devido a um ciclone entre o Uruguai e a Argentina. O que para muitos é sinônimo de medo e atenção, para eles é sinônimo de diversão e muito trabalho.
"Na outra segunda-feira aconteceu o Brasileiro de ondas gigantes na praia do Cardoso, e já estávamos de olho nos gráficos que apontavam um grande swell vindo para a Jagua. Alguns surfistas ficaram para esperar essas condições", conta Jacaré.
Dias inesquecíveis que fizeram história
A segunda semana de maio ficou marcada para a região, com ondas que chegaram a mais de 15 metros. De acordo com o surfista, o mar variou muito de um dia para o outro, mas garantiu ondas de todos os tipos.
"Na segunda-feira o mar estava com ondas de esquerda e variavam de 12 a 15 metros, e na terça-feira as ondas estavam de direita, mais pesadas, chegando a quatro metros", relata.
Surf feminino está ganhando espaço e quebrando paradigmas
A busca por novos talentos é um dos caminhos para fortalecer a modalidade. Segundo Jacaré, o recorde da Michaela é uma forma de inspirar novas atletas e, para ele, o feito é motivo de admiração.
"Estamos sempre buscando descobrir novos surfistas e incentivar os surfistas brasileiros. Ver uma mulher fazer o que ela fez é praticamente inacreditável, de tirar o chapéu. É um diferencial de força e coragem", conclui.
Já para Michaela, o surfe feminino ainda tem muitas batalhas e tabus para serem desconstruídos. Além das ondas, a grande missão é mostrar a força feminina, onde o recorde também é um legado. "O surf ainda é um esporte com 95% de homens e para alguns é dificil aceitar que uma mulher pode surfar bem e até melhor que eles. Essa conquista é uma forma de inspirar e incetivar outras mulheres a buscaram os seus sonhos", fala.
Movimento do big surf está crescendo e se consolidando no Brasil
A Laje da Jaguá está na mira de surfistas do mundo todo, com a possibilidade de receber o Mundial de ondas gigantes ainda este ano. A competição marca uma nova era do surf brasileiro.
"Estamos alinhando para abrir a janela de espera em primeiro de junho e receber essa competição que reúne surfistas de 12 países", finaliza Jacaré.
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