O avanço das chamadas canetas emagrecedoras já começa a refletir no dia a dia de bares e restaurantes. A mudança no apetite dos consumidores tem alterado hábitos e impactado, ainda que de forma gradual, o consumo no setor.
Na região Sul de Santa Catarina, o efeito ainda é considerado leve, mas já perceptível entre empresários. O presidente do sindicato do setor, Joster Favero, explica que a redução do apetite está diretamente ligada a esse cenário.
“Uma pesquisa mostra que cerca de 65% dos usuários têm diminuição do apetite, então isso acaba refletindo no consumo”, afirmou.
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Segundo ele, a retração ainda não é tão evidente localmente, mas já aparece em alguns tipos de estabelecimento. “Alguns segmentos sentem mais, principalmente os que trabalham com sequência e rodízio”, disse.
Consumo muda dentro dos restaurantes
Favero observa que os modelos à la carte tendem a sofrer menos impacto, enquanto outros formatos já percebem diferença no movimento. Ele também destaca que a mudança não envolve apenas alimentação.
“Tem também uma questão de comportamento, principalmente entre os mais jovens, que estão consumindo menos bebidas”, comenta.
A presidente da Abrasel SC, Juliana Mota, afirma que a mudança já faz parte da rotina do setor. “Isso já está acontecendo na prática, cerca de 61% dos empresários já perceberam mudanças no consumo”, destaca.
Ela explica que a redução aparece em diferentes pontos do cardápio. “Mais da metade dos estabelecimentos notou queda nos pedidos de pratos principais e o impacto é ainda maior nas sobremesas”, completa.
Setor se adapta a novo comportamento
Juliana ressalta que o consumidor continua frequentando bares e restaurantes, mas com outro perfil. “Ele não deixou de sair, mas passou a consumir de forma mais moderada”, afirmou.
Segundo ela, há aumento na procura por porções menores, pratos mais leves e até no hábito de dividir refeições. A mudança também atinge as bebidas, com crescimento na busca por opções sem álcool.
De forma indireta, representantes do setor apontam que muitos estabelecimentos já começaram a ajustar cardápios e formatos de venda para acompanhar esse novo comportamento.
Para Favero, o momento exige adaptação constante. “A gente vive um processo contínuo de mudanças e precisa acompanhar isso para seguir competitivo”, conclui.
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