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Menor felino do Brasil é registrado em parque ecológico de SC

Monitoramento também registrou lontra, tamanduá-mirim e cães de caça no parque ecológico

Por José Demathé Criciúma, SC, 14/06/2026 - 07:08 Atualizado há 2 horas
Menor felino do Brasil foi registrado em parque catarinense | Foto: Divulgação/Vitor Bastos/4oito
Menor felino do Brasil foi registrado em parque catarinense | Foto: Divulgação/Vitor Bastos/4oito

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O menor felino do Brasil, o gato-do-mato-pequeno, foi dos animais registrados pelo biólogo Vitor Bastos no parque ecológico do município de Maracajá. As captações foram feitas por câmeras de monitoramento deixadas em pontos estratégicos com a constante circulação de animais. 

Os monitoramentos estão sendo realizados desde 2023, com objetivo de captar dados sobre a composição de mamíferos de médio e grande porte em remanescentes florestais próximos a centros urbanos, como explica Bastos. 

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“Nesse estudo que eu estou fazendo vai ser importante descobrir o que que sobrou de mamíferos de médio e grande porte nesse fragmento de Mata Atlântica. Então pesquisar dentro do parque vai tirar essas dúvidas”, afirma.

Diversos animais foram registrados no município de Maracajá | Foto: Divulgação/Vitor Bastos/4oito

Diversos animais foram registrados 

Diante de tantos animais captados, o pequeno felino presente em Santa Catarina que chamou mais atenção de Vitor.

“Foi o registro do menor felino do Brasil, chamado de gato-do-mato-pequeno. Eles aparecem bastante dentro do parque, em múltiplos pontos, inclusive foi registrado mais de um indivíduo da espécie ao mesmo tempo”, explica.

Registros são feitos desde 2023 | Foto: Divulgação/Vitor Bastos/4oito

Além do registro do felino, outros animais também receberam o destaque de Bastos. “Teve vários outros registros legais, como a lontra, ela usa as plantações de arroz como busca de alimento. Também apareceu o tamanduá-mirim, que foi bem interessante como uma espécie que depende de ambientes mais preservados porque é um mamífero com um tamanho bem expressivo”, ressalta.

Apesar dos diversos registros, um animal que o biólogo sentiu falta é o felino que leva o nome da cidade, o gato-maracajá. “Talvez pode ser que tenha algum indivíduo ali dentro que ainda não que eu não consegui filmar”, afirma.

Cães de caça foram vistos 

Além dos registros da fauna local, Vitor conta que cães que provavelmente eram de caça foram captados pelas câmeras.

“Não duvido que em algum momento vai passar caçador ali, porque dentro do parque. Tenho filmado com as minhas câmeras muitos cachorros de caça. Sei de caçadores que entram no parque para caçar tatu principalmente”, lamenta.

Bastos finaliza agradecendo seu amigo Joel Sérgio, que esteve presente auxiliando no monitoramento de câmeras. “E também o pessoal do Parque Ecológico de Maracajá, que sempre me deu a abertura para fazer essa pesquisa trazendo dados para para o município de Maracajá e pro Sul do estado de Santa Catarina”, destaca.
 

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