Amanhã chego a este número, 7.1, o que para mim é só um número.
Neste longo pedaço de tempo, tive acertos, erros e arrependimentos, e ainda estou fazendo as pazes com a minha história.
Hoje a meta é me importar menos, porque já me importei demais e quase adoeci. Confesso que esta tarefa está sendo quase impossível.
Aos 50 eu precisei mais de parceria do que de paixão, aos 60 precisei mais de presença do que de promessa, agora aos 70 preciso dos dois.
Aos 7.1, ainda tenho dificuldade de pedir ajuda, não me sinto confortável com muito carinho físico e continuo achando que preciso resolver tudo.
Fui criada em uma família onde não era comum dizer “eu te amo’, então aprendi muito cedo a prestar mais atenção nas atitudes do que nas palavras.
Hoje eu sei que a vida, diferente da escola, primeiro te aplica a prova, depois se aprende a lição.
Chegar aos 7.1, é vez ou outra sentir um aperto no peito, sentir as lágrimas escorrendo pelo rosto sem mais nem porque.
Acho que o tempo faz estas coisas com a gente.
Envelhecer não é sobre a ausência de doenças, mais sim continuar se sentindo viva.
Me sinto viva, vivíssima, e ainda tenho muitos planos.
Tin tin
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