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Megafiscalização encontra 78 adolescentes em trabalhos de risco em SC

Irregularidades foram identificadas em 23 empresas

Por Davi Brabos Criciúma, SC, 10/03/2026 - 12:07 Atualizado há quase um minuto
Operação de fiscalização ocorreu entre os dias 2 e 6 de março | Foto: Divulgação/MPT
Operação de fiscalização ocorreu entre os dias 2 e 6 de março | Foto: Divulgação/MPT

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Uma megafiscalização identificou 78 adolescentes atuando em funções previstas na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil em 23 empresas de Criciúma e região. A ação aconteceu entre os dias 2 e 6 de março deste ano.

A iniciativa, do Grupo Especial Móvel de Fiscalização do Trabalho Infantil, do Ministério do Trabalho e Emprego, apurou as condições de trabalho na região, com o objetivo de verificar as condições e coibir a exploração de mão de obra de adolescentes.

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As 23 empresas nas quais foi constatado o trabalho infantil estão distribuídas entre os setores têxtil e frigoríficos. Nos locais, os adolescentes, com idades entre 14 e 17 anos, realizavam atividades previstas na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil.

Jovens trabalhavam, principalmente, no setor têxtil e frigoríficos | Foto: Divulgação/MPT

Adolescentes atuavam em situações de risco

Em um frigorífico fiscalizado, um adolescente trabalhava em uma plataforma suspensa, retirando as vísceras de um suíno abatido. A atividade era realizada em altura, em meio a sangue e resíduos do abate, com risco de queda e contato direto com material biológico.

Segundo a Auditora-Fiscal do Trabalho, Paula Neves, coordenadora do Grupo Especial Móvel de Fiscalização do Trabalho Infantil, “os adolescentes trabalhavam em atividades com risco à integridade física e com exposição a ambientes insalubres, submetidos a condições de trabalho inadequadas para sua faixa etária e estágio de desenvolvimento”.

Entre as situações de trabalho identificadas, destacam-se:

  • Trabalho em contato com sangue, ossos e pele de animais;
  • Transporte manual de caixas e matérias-primas com peso de até 30 kg;
  • Operação de máquinas industriais;
  • Trabalho em câmaras frias;
  • Exposição a níveis de ruído superiores aos limites legalmente permitidos.

Adolescentes foram afastados e empresas autuadas

Todos os adolescentes encontrados em situação de trabalho infantil foram afastados das atividades que envolviam riscos à saúde e ao desenvolvimento.

Para os adolescentes com idade a partir de 16 anos, os empregadores foram notificados a promover a imediata mudança de função para atividades e locais permitidos pela legislação.

Nos casos em que a adaptação não for possível, deverá ser realizada a rescisão dos contratos de trabalho, com a quitação de todos os direitos trabalhistas devidos.

Os empregadores fiscalizados onde foi constatado o trabalho infantil serão autuados pela fiscalização do trabalho.

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Empresas não fiscalizadas receberão aviso

Fiscalização apontou irregularidades em 23 empresas da região | Foto: Divulgação/MPT

Por conta do alto número de registros de trabalho infantil, principalmente nos setores têxtil e frigoríficos, as empresas dos ramos que ainda não foram observadas irão receber um aviso com orientações. A situação, que será informada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho, tem o intuito de prevenir novas ocorrências de trabalho de risco para menores de 18 anos. 

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o trabalho de adolescentes possui limites legais claros. É permitido a partir dos 16 anos, mas  deve ocorrer exclusivamente em condições que preservem a saúde, a segurança, a educação e o desenvolvimento físico e psíquico dos adolescentes.

Para as pessoas com idade inferior a 16 anos, somente é permitido o trabalho na condição de aprendiz, a partir de 14 anos.

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