Candidato ao Governo de Santa Catarina pelo PSTU, o professor Marcus Sodré coloca a defesa dos trabalhadores e a mudança na destinação dos recursos públicos no centro de sua campanha. Em entrevista à Som Maior, o candidato criticou as políticas adotadas pelos governos estadual e federal e apresentou propostas para áreas como educação, saúde, segurança e habitação.
Professor das redes estadual e municipal de Balneário Camboriú, Marcus já disputou eleições para deputado estadual e prefeito. Agora, concorre pela primeira vez ao Governo de Santa Catarina e afirma que a candidatura pretende representar uma alternativa aos principais nomes que disputam o cargo.
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Entre as prioridades apresentadas pelo candidato estão a ampliação dos investimentos em serviços públicos, a construção de moradias populares e a oposição a privatizações e terceirizações. O candidato também defende que recursos públicos sejam direcionados prioritariamente para estruturas públicas.
“A nossa candidatura é uma candidatura para a classe trabalhadora”, destacou em entrevista.
Sodré questiona renúncias fiscais
Um dos principais argumentos usados pelo candidato durante a entrevista foi a política de incentivos fiscais. Ele cita uma previsão de orçamento estadual de R$ 57,9 bilhões e afirma que a renúncia fiscal prevista chega a R$ 31,9 bilhões.
Em sua avaliação, parte desse valor poderia ser utilizado para ampliar investimentos em áreas consideradas prioritárias pelo PSTU.
Entre elas estão:
- Educação, saúde e segurança: aumento dos investimentos públicos
- Habitação: criação de um programa de construção de casas populares
- Privatizações: cancelamento de processos de privatização e terceirização
- Ensino público: direcionamento de recursos públicos para instituições públicas
O candidato também relacionou a política habitacional ao custo dos aluguéis em cidades do litoral, citando Balneário Camboriú, Itajaí e Itapema como exemplos de municípios onde os preços são muito elevados.
Educação e sistema Acafe
Na educação, uma das propostas apresentadas por Sodré é a revisão da forma como o Estado destina recursos ao ensino superior. Ele critica o repasse de dinheiro público para instituições privadas e defende a ampliação da participação estatal no setor.
“Verba pública, dinheiro público somente para o ensino público e não para o ensino privado”, destacou
Sodré também defende a estadualização do sistema ACAFE e a ampliação da atuação da Udesc. Para ele, a medida aumentaria o controle do Estado sobre o ensino superior catarinense.
Candidato faz críticas aos adversários
Durante a entrevista, Sodré também direcionou críticas aos principais nomes da disputa pelo Governo de Santa Catarina.
Sobre o governador Jorginho Mello, candidato à reeleição, afirmou que sua gestão representa uma política voltada aos interesses de grandes empresas. João Rodrigues também foi criticado e classificado por Sodré como representante da continuidade do modelo político tradicional.
O candidato ainda explicou a decisão do PSTU de não integrar uma aliança com o PT. Segundo ele, o partido adotou uma política de alianças com setores empresariais que não é compatível com a estratégia defendida pelo PSTU.
Para Sodré, a campanha será construída em torno de uma proposta de governo voltada à classe trabalhadora e à ampliação dos serviços públicos, com mudanças nas prioridades de aplicação dos recursos estaduais.
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