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Marcus Sodré questiona R$ 31,9 bilhões em renúncias fiscais e quer mudar prioridades do Estado

Candidato ao Governo de SC também defende mais investimentos públicos, moradia popular e fim de privatizações

Por Lucas Mackowieski Criciúma, SC, 12/08/2026 - 12:16 Atualizado há quase um minuto
Candidato do PSTU, Marcus Sodré coloca a defesa dos trabalhadores no centro do discurso eleitoral | Foto: Divulgação/4oito
Candidato do PSTU, Marcus Sodré coloca a defesa dos trabalhadores no centro do discurso eleitoral | Foto: Divulgação/4oito

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Candidato ao Governo de Santa Catarina pelo PSTU, o professor Marcus Sodré coloca a defesa dos trabalhadores e a mudança na destinação dos recursos públicos no centro de sua campanha. Em entrevista à Som Maior, o candidato criticou as políticas adotadas pelos governos estadual e federal e apresentou propostas para áreas como educação, saúde, segurança e habitação.

Professor das redes estadual e municipal de Balneário Camboriú, Marcus já disputou eleições para deputado estadual e prefeito. Agora, concorre pela primeira vez ao Governo de Santa Catarina e afirma que a candidatura pretende representar uma alternativa aos principais nomes que disputam o cargo.

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Entre as prioridades apresentadas pelo candidato estão a ampliação dos investimentos em serviços públicos, a construção de moradias populares e a oposição a privatizações e terceirizações. O candidato também defende que recursos públicos sejam direcionados prioritariamente para estruturas públicas. 

“A nossa candidatura é uma candidatura para a classe trabalhadora”, destacou em entrevista.

Educação pública está entre as prioridades apresentadas por Marcus Sodré para Santa Catarina | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Sodré questiona renúncias fiscais

Um dos principais argumentos usados pelo candidato durante a entrevista foi a política de incentivos fiscais. Ele cita uma previsão de orçamento estadual de R$ 57,9 bilhões e afirma que a renúncia fiscal prevista chega a R$ 31,9 bilhões.

Em sua avaliação, parte desse valor poderia ser utilizado para ampliar investimentos em áreas consideradas prioritárias pelo PSTU.

Entre elas estão:

  • Educação, saúde e segurança: aumento dos investimentos públicos
  • Habitação: criação de um programa de construção de casas populares
  • Privatizações: cancelamento de processos de privatização e terceirização
  • Ensino público: direcionamento de recursos públicos para instituições públicas

O candidato também relacionou a política habitacional ao custo dos aluguéis em cidades do litoral, citando Balneário Camboriú, Itajaí e Itapema como exemplos de municípios onde os preços são muito elevados.


Educação e sistema Acafe

Na educação, uma das propostas apresentadas por Sodré é a revisão da forma como o Estado destina recursos ao ensino superior. Ele critica o repasse de dinheiro público para instituições privadas e defende a ampliação da participação estatal no setor.

“Verba pública, dinheiro público somente para o ensino público e não para o ensino privado”, destacou

Sodré também defende a estadualização do sistema ACAFE e a ampliação da atuação da Udesc. Para ele, a medida aumentaria o controle do Estado sobre o ensino superior catarinense.

Candidato faz críticas aos adversários

Durante a entrevista, Sodré também direcionou críticas aos principais nomes da disputa pelo Governo de Santa Catarina.

Sobre o governador Jorginho Mello, candidato à reeleição, afirmou que sua gestão representa uma política voltada aos interesses de grandes empresas. João Rodrigues também foi criticado e classificado por Sodré como representante da continuidade do modelo político tradicional.

O candidato ainda explicou a decisão do PSTU de não integrar uma aliança com o PT. Segundo ele, o partido adotou uma política de alianças com setores empresariais que não é compatível com a estratégia defendida pelo PSTU.

Para Sodré, a campanha será construída em torno de uma proposta de governo voltada à classe trabalhadora e à ampliação dos serviços públicos, com mudanças nas prioridades de aplicação dos recursos estaduais.

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