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Marco Aurélio de Mello critica prorrogação da votação: “Não há justificativa aceitável”

À Som Maior, ex-presidente do TSE também questionou decisões individuais e penas pelo 8 de Janeiro

Por Eduardo Fogaça Criciúma, SC, 30/10/2026 - 11:44 Atualizado há meio minuto
Mais de 24 mil sessões permaneceram abertas até as 19h, segundo o TSE | Foto: José Demathe/4oito
Mais de 24 mil sessões permaneceram abertas até as 19h, segundo o TSE | Foto: José Demathe/4oito

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O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, criticou o adiamento do horário de encerramento da votação do 2º turno das eleições. O magistrado presidiu o Tribunal Superior Eleitoral por três biênios durante suas três décadas na alta corte. 

"Não há justificativa aceitável. Eu passei pelo TSE quatro vezes, fui presidente em três. A partir do momento que se modificam as regras do jogo com o jogo em andamento, as consequências são nefastas", declarou.

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Extravasamento de competência

Mello ainda repreendeu o excesso de decisões monocráticas proferidas pela corte. Segundo o ex-magistrado, os atuais ministros devem 'abandonar a autoestima de achar que estão além do bem e do mal'.

Antes do STF, Marco Aurélio Mello atuou por quase uma década no Tribunal Superior do Trabalho | Foto: Divulgação/STF

“Esse extravasamento da competência é péssimo, como é péssimo também potencializar-se as decisões individuais. Supremo é colegiado, é a derradeira instância, é a última trincheira da cidadania, e deve atuar com as onze cadeiras do colegiado, ou seja, mediante a atividade do plenário, e que cada qual abandone a autoestima de se achar acima do bem e do mal", declarou.

Como exemplo dos excessos recentes do Supremo, o jurista apontou para os julgamentos decorrentes do 8 de janeiro. “Um exemplo marcante, o lamentável episódio do 8 de janeiro de 2022, nós tivemos cerca de 900 condenações com penas exacerbadas, penas que são próprias de homicidas e latrocidas. Quantas famílias foram desestruturadas nessas condenações? Isso interessa a cidadania? Certamente não interessa”, ponderou.

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