Após 36 dias do protesto realizado na Avenida Centenário, em Criciúma, mais um ato está marcado para esta terça-feira (5), às 18h30. Moradores do bairro Pinheirinho ainda reclamam da falta de segurança e por isso pretendem reunir cerca de 500 pessoas no ato e bloquear o trânsito para ambos os sentidos.
O comerciante Rafael Topanotti é um dos organizadores do protesto. Ele sustenta que as ações tomadas pelo município e pelas forças de segurança não vem surtindo o efeito esperado. “Nada mudou, é feito muito pouco pela quantidade de problemas que temos em relação aos moradores de rua e usuários de drogas. Nesse ritmo não teremos os problemas resolvidos tão cedo", afirma.
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Manifestantes prometem bloquear o trânsito
Diferente do protesto anterior, a nova ação pretende tomar iniciativas mais incisivas no fechamento da avenida. Está previsto o fechamento da avenida nos dois sentidos, além da marginal que recebe o trânsito em direção à Unesc (apenas referência).
Outra mudança vai ser o uso de microfone e caixa de som, para que a comunidade possa falar. "Vamos fechar os três sentidos da avenida Centenário ao mesmo tempo, agora o tempo de fechamento será maior. Não somos ouvidos pela prefeitura e vereadores”, argumenta.
O protesto vai acontecer em frente à Alianda, mesmo local onde ocorreu a primeira manifestação. E se o problema não for resolvido, há previsão de mais ações até que a reivindicação dos moradores seja resolvida.
Lei endurece penas para furtos
Nesta segunda-feira (4), foi sancionada a lei que endurece as penas para os crimes de furto, roubo, estelionato, receptação de produtos e roubo seguido de morte. Para Topanotti, a sanção da lei não vai oferece melhora direta para os moradores do bairro Pinheirinho. “Tudo que for feito para reduzir ou resolver o problema sempre será bem-vindo, agora o que não pode é ter a lei e a mesma não ser aplicada aos moradores de rua. Espero ver na prática a aplicação da mesma” ressalta.
A Prefeitura de Criciúma preferiu não se manifestar sobre os protestos. A reportagem também procurou a Polícia Militar, mas não teve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.
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