Clientes que buscam atendimento na agência do Santander, na avenida Centenário em Criciúma, enfrentam longas filas e relatam demora superior a duas horas nesta segunda-feira (8). A situação motivou a presença do Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região e do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) no local para acompanhar as reclamações.
De acordo com o representante do Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região, Laércio Silva, o problema é resultado da redução do número de agências e funcionários, o que reduz a capacidade de atendimento dentro da agência.
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“Estamos falando de um grande banco internacional que lucra bilhões no Brasil. Não é aceitável que a população fique uma, duas horas em uma fila aguardando atendimento”, afirmou
A reportagem procurou a gerência da agência do Santander, mas o responsável não quis se pronunciar. O espaço segue aberto.
Clientes enfrentam duas horas de fila
Entre os clientes que aguardavam atendimento estava o aposentado Antônio Carlos Martins, de 68 anos. Ele relatou que permaneceu por cerca de duas horas na fila e afirmou ter sido tratado com desrespeito durante o período de espera. “Já faz duas horas que estou na fila. O gerente deixou de atender as pessoas para vir discutir comigo. Mandou calar a boca e ficar quieto. Falta respeito com quem é idoso e cliente do banco há tantos anos”, declarou.
Diante das reclamações, o Procon de Criciúma realizou uma nova fiscalização na agência. O diretor do órgão, Jefferson Assunção, informou que o banco já havia sido alvo de denúncias semelhantes no fim de 2025 e no início de 2026. “Nós já havíamos constatado esse problema anteriormente e solicitado providências. Agora verificamos novamente filas acima do permitido pela legislação municipal”, explicou.
Lei determina que o tempo maxímo de espera é de 30 minutos
Assunção explica que a lei determina que o tempo máximo de espera seja de 20 minutos em dias normais e de até 30 minutos em períodos de maior movimento, como datas de pagamento.
Como a fiscalização constatou o descumprimento da norma, o Procon irá lavrar um auto de infração contra a instituição financeira e exigir medidas para solucionar o problema. “O banco deverá ser multado. Em caso de reincidência e se a situação não for resolvida, o Procon pode adotar medidas mais severas, inclusive solicitar a suspensão das atividades da agência até que as irregularidades sejam corrigidas”, destacou.
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