A Operação Coluna Sul, considerada a maior ofensiva já promovida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), já contabiliza o cumprimento de 132 mandados de busca e apreensão e 147 prisões, das quais oito ocorreram em flagrante.
Durante as diligências, também foram apreendidos armamentos, entorpecentes, documentos e aparelhos celulares. A ação, coordenada pela 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, investiga uma facção criminosa com atuação em Santa Catarina e em outros estados brasileiros.
LEIA MAIS:
- Prisões de foragidos crescem 300% e 29º BPM bate recorde histórico
- Catarinense de 55 anos condenado por cinco crimes é capturado na Espanha
- Polícia prende no RS suspeito de abastecer tráfico de cocaína no Sul de SC
Deflagrada nesta quarta-feira (1º), a operação ocorreu de forma simultânea em 30 municípios catarinenses, além de cinco cidades do Rio Grande do Sul, 11 do Paraná, 11 de São Paulo, uma de Minas Gerais e uma de Mato Grosso do Sul.
A operação é resultado de uma investigação conduzida pela 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, com apoio do GAECO, que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e posse ilegal de armas de fogo. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina com o objetivo de desarticular a estrutura e reduzir a capacidade de atuação do grupo investigado.
Balanço da operação
Até o momento, as diligências resultaram em prisões temporárias e em flagrante, além da apreensão de celulares, armas de fogo, munições, drogas e documentos ligados às atividades da organização criminosa. Confira os números da operação:
Prisões por estado
Santa Catarina: 111 prisões, sendo uma em flagrante;
Rio Grande do Sul: seis prisões, duas em flagrante;
Paraná: 10 prisões, uma em flagrante;
São Paulo: 16 prisões, três em flagrante;
Minas Gerais: duas prisões, uma em flagrante;
Mato Grosso do Sul: duas prisões.
Apreensões por estado
Santa Catarina: 46 celulares, 2,6 quilos de maconha, 312 gramas de cocaína e R$ 2,3 mil em dinheiro.
Rio Grande do Sul: seis celulares, 48 gramas de maconha (20 porções), 12 gramas de cocaína (15 porções) e 13 gramas de crack (69 porções).
Paraná: nove celulares, uma pistola Glock calibre 9 mm com seletor de rajada, 10 munições calibre 9 mm, uma balança digital de precisão, manuscritos relacionados à facção criminosa, 2,130 quilos de maconha (três tabletes e uma porção), 15 comprimidos de ecstasy e medicamentos e substâncias como testosterona, tirzepatida e Durateston.
São Paulo: 16 celulares, três armas de fogo (dois revólveres calibre .38 e uma garrucha), 21 munições, documentos, cartas, manuscritos, cadernos com anotações recolhidos em oito equipes de busca e 200 gramas de haxixe.
Minas Gerais: um celular, uma balança digital de precisão, 142 comprimidos de ecstasy, 39 buchas de maconha, três invólucros de cocaína e um invólucro de crack.
Mato Grosso do Sul: 21 celulares e drogas apreendidas dentro de uma unidade prisional, sem identificação da autoria.
Operação Coluna Sul
A Operação Coluna Sul é um desdobramento das investigações iniciadas na Operação Maserati e busca enfraquecer a capacidade de articulação da facção criminosa investigada, que, conforme apurado, coordenava atividades ilícitas tanto dentro quanto fora do sistema prisional.
O nome "Coluna Sul" faz referência à denominação utilizada pela própria organização criminosa para identificar o conjunto formado pelos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, considerado estratégico para a expansão e manutenção de suas atividades nas regiões Sul e Centro-Oeste do país.
A ofensiva mobilizou centenas de agentes das forças de segurança em Santa Catarina e contou com o apoio dos GAECOs e das forças de segurança do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, todo o material apreendido será submetido à perícia e servirá para aprofundar as investigações, que permanecem sob sigilo.
Modelo de atuação da 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital
Com a criação da Vara Estadual de Organizações Criminosas, o MPSC implantou um novo modelo de atuação. A 39ª Promotoria de Justiça, que antes concentrava suas atividades no combate às organizações criminosas na Grande Florianópolis, passou a ter atuação em todo o território catarinense, sendo responsável pela investigação e pelo processamento de crimes relacionados ao crime organizado. O objetivo é tornar o enfrentamento às organizações criminosas mais eficiente, com maior inteligência, rapidez e efetividade.
A estrutura da 39ª Promotoria também foi ampliada e atualmente conta com cinco promotores de Justiça de entrância especial. A unidade possui equipe própria, estrutura diferenciada, equipamentos específicos e protocolos reforçados de segurança. Um dos promotores atua como coordenador, sendo responsável, entre outras funções, pela distribuição dos procedimentos entre os membros e pela interlocução com o Poder Judiciário, Defensoria Pública, Polícias Civil e Militar, advogados e demais instituições envolvidas.
GAECO
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) é uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina e integrada por policiais militares, policiais civis, policiais penais, servidores da Receita Estadual e do Corpo de Bombeiros Militar. O grupo atua na identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas em todo o estado.
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!