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Influenciador com tornozeleira eletrônica é pré-candidato a deputado federal por SC

Membro de canal com 2 milhões de seguidores, Bismark Fugazza disputará as eleições mesmo proibido de deixar a cidade onde mora

Por Davi Brabos Criciúma, SC, 20/04/2026 - 15:07 Atualizado há 1 hora
Youtuber de direita foi acusado de influenciar atos antidemocráticos após eleição de 2022 | Foto: Reprodução/Redes sociais
Youtuber de direita foi acusado de influenciar atos antidemocráticos após eleição de 2022 | Foto: Reprodução/Redes sociais

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O influenciador digital Bismark Fugazza, membro do canal Hipócritas, é pré-candidato a deputado federal por Santa Catarina em um contexto um tanto quanto inusitado. Desde 2023, Fugazza está com tornozeleira eletrônica após receber ordem de prisão no Paraguai, por suposto envolvimento em atos anti-democráticos após o resultado das eleições de 2022, incluindo os de 8 de janeiro.

Morador de Penha, o pré-candidato está impedido de sair do município, o que compromete a execução de uma agenda política. Além disso, ele está proibido de usar as redes sociais. "Eu cometi o maior crime que existe dentro do Brasil. É um crime que não está na Constituição, que é o crime de opinião, eu falei e por isso eu fui preso", desabafou o influenciador, em entrevista ao Programa Adelor Lessa desta segunda-feira (20).

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Bismark Fugazza recebeu ordem de prisão em 13 de dezembro de 2022, e foi preso no Paraguai em 17 de março de 2023. "Fiquei 91 dias em regime fechado e depois ele [Alexandre de Moraes] me soltou. Estou há três anos utilizando tornozeleira eletrônica com todas essas cautelares", conta. 

O pré-candidato até hoje não entende a razão de ter sido preso e ainda usar o equipamento, pois alega que não foram identificadas provas que o liguem ao 8 de janeiro. "Eu não fui condenado, não fui indiciado, não fui denunciado, não tem nada contra mim", aponta.

Dentre as medidas cautelares, esteve a remoção dos conteúdos do Canal Hipócritas, que tinha mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais.

Pré-candidato coleciona acusações e defende a liberdade

Canal Hipócritas tinha como integrantes Bismark Fugazza (esquerda), Augusto Pacheco (centro) e Paulo Souza (direita) - Foto: Reprodução

Para além da acusação de envolvimento em atos anti-democráticos, Fugazza também já foi condenado em segunda instância por apropriação indébita de 46 contêineres que eram de propriedade da União. "Isso aí é algo que já caiu. Eles até na época me deixaram inelegível e a gente derrubou isso no STJ", afirma.

Ainda, membro de um grupo de comédia, o influenciador foi denunciado por racismo, em uma sátira do Canal Hipócritas que comparou as vacinas do Covid-19 com o Holocausto. "A Associação Nacional dos Judeus entrou contra a gente falando que nós cometemos racismo contra os judeus, sendo que ao contrário, a gente sempre defendeu os judeus, a gente esteve em Israel", contou Bismark.

Na vida política, o comediante afirma ser defensor de três bandeiras, dentre elas a liberdade. "Eu sinto na pele hoje o que é a falta da liberdade. Eu utilizo uma tornozeleira eletrônica exatamente porque o sistema não aceita quem pensa diferente", manifesta. "A gente tem outro tipo de liberdade", finaliza.

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