Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!

Aos 92 anos, Marlene Soccas é anunciada como candidata ao Senado em SC

Cirurgiã-dentista de Criciúma teve atuação na resistência à ditadura militar e vai se candidatar pelo Unidade Popular

Por Matheus Adan Criciúma, SC, 22/07/2026 - 15:44 Atualizado há quase um minuto
Marlene Soccas vai se candidatar ao senado do estado de SC. Foto: Redes Sociais/ Divulgação: 4oito
Marlene Soccas vai se candidatar ao senado do estado de SC. Foto: Redes Sociais/ Divulgação: 4oito

Quer receber notícias como esta em seu Whatsapp? Clique aqui e entre para nosso grupo

A cirurgiã dentista e moradora de Criciúma, Marlene Soccas de 92 anos, irá se candidatar ao Senado pelo partido Unidade Popular (UP). O anúncio foi feito durante a convenção do partido na última segunda-feira (20).

Nascida em Laguna, a candidata é formada em Odontologia pela Faculdade e Farmácia e Odontologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em 1955 e em história pela Unesc em 2010. Segundo informações de 2014 do site da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), como Secretária, a candidata iniciou o Centro de Defesa dos Direitos Humanos, ajudou a formar o Comitê Brasileiro pela Anistia, na subseção de Criciúma. Em 1980, ela também contribuiu na fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), assinando sua ata de fundação, em São Paulo. 

Marlene Soccas será candidata ao Senado de SC aos 92 anos. Foto: Redes Sociais/ Divulgação: 4oito

Trajetória política

Marlene Soccas construiu sua trajetória política a partir da militância de esquerda durante a década de 1960, em um contexto marcado pela repressão da ditadura militar brasileira. Influenciada por lideranças como Paulo Stuart Wright, participou de organizações que se opunham ao regime, entre elas a Ação Popular (AP), a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e a Rede Democrática (REDE). 


Em 1970, foi presa por motivos políticos e permaneceu encarcerada por mais de dois anos, período em que, conforme seus relatos e pesquisas históricas, foi submetida a torturas nos órgãos de repressão do regime. Essa experiência marcou profundamente sua atuação posterior e consolidou seu compromisso com a defesa da democracia e dos direitos humanos.


Após sua libertação, Marlene Soccas deu continuidade à sua militância política e social em Santa Catarina. Participou da fundação do Centro de Defesa dos Direitos Humanos em Criciúma e da subseção local do Comitê Brasileiro pela Anistia, atuando em favor dos perseguidos políticos e da preservação da memória sobre a ditadura. 


Também esteve entre os fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980, embora tenha deixado a legenda dois anos depois por divergências políticas. Em 1985, filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), partido pelo qual manteve sua atuação e foi candidata ao Governo de Santa Catarina em 2014. Ao longo de sua trajetória, destacou-se pela defesa dos direitos humanos, da justiça social e pela preservação da memória das vítimas da repressão política no Brasil.
 

Copyright © 2026.
Todos os direitos reservados ao Portal 4oito