As obras de reforma do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (Hmisc), em Criciúma, têm início previsto para setembro, e vão começar pela UTI Neonatal, que precisará ser esvaziada temporariamente para dar lugar ao Pronto Atendimento durante os trabalhos.
A estratégia, definida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), permite que, na sequência, comecem as obras da Emergência sem interromper o atendimento à população.
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O hospital já iniciou a preparação dos ambientes e a definição dos fluxos necessários para a realocação ocorrer com segurança.
Reestruturação do Hospital já conta com o investimento de R$ 1,8 milhão
De acordo com a SES, o plano original previa apenas a reforma da recepção da Emergência, mas agora também vai contemplar a modernização da parte interna do setor e arevitalização da própria UTI Neonatal. O investimento do Governo do Estado soma aproximadamente R$ 1,8 milhão.
O anúncio ocorre poucos dias depois de o hospital formalizar o início da fase de execução da reforma do Pronto-Socorro. O contrato de execução do serviço foi assinado nessa quarta-feira (26) entre a Irmandade Santa Casa de São Bernardo do Campo (SCSBC), administradora do hospital, e a Construtora Rocha, empresa selecionada para conduzir as obras.
Diagnóstico apontou rachaduras e trepidação na UTI Neonatal
A revitalização agora anunciada para a UTI Neonatal responde a um dos pontos mais críticos identificados num diagnóstico da nova administradora do hospital. Na vistoria técnica foi encontrado infiltrações, banheiros degradados, mofo em salas de apoio e rachaduras em paredes e colunas pelo hospital.
Na UTI Neonatal, o quadro foi considerado o mais preocupante, com rachaduras estruturais e trepidação no piso. A gestão chegou a acionar engenheiros para um laudo e afirmou que, caso o diagnóstico apontasse comprometimento severo da área, a prioridade seria a segurança das crianças, com realocação imediata do setor antes de qualquer obra, movimento que agora acontece com a reforma anunciada.
Pacote de investimentos soma R$ 15 milhões em cinco anos
A intervenção no Pronto-Socorro é viabilizada por um repasse emergencial de R$ 1,2 milhão da SES, parte de um pacote de investimento estadual estimado em R$ 15 milhões ao longo dos próximos cinco anos para o hospital.
Apesar dos problemas nas áreas mais antigas, o Hmisc já conta com uma ala recente e em conformidade com as normas da Anvisa, que abriga a nova UTI Pediátrica, entregue após aportes estaduais de R$ 6 milhões em reformas e R$ 2 milhões em equipamentos.
Com o conjunto das intervenções, a administração projeta uma ampliação de 25% na capacidade de atendimento, impulsionada pela extensão do horário do ambulatório, que passará a funcionar até as 19h. A gestão também trabalha para instalar o primeiro tomógrafo da história do hospital em até 90 dias.
A reestruturação prevê ainda a readequação de salas ociosas para separar as áreas de recuperação pós-operatória do Centro Cirúrgico e Obstétrico, além do fortalecimento da parceria com a Unesc para transformar a unidade em um hospital-escola de referência regional.
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