As obras de reforma e ampliação do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (Hmisc), em Criciúma, estão prestes a sair do papel. Após passar por uma adequação no cronograma de formalização, o processo de melhoria da estrutura entrou em fase final para o início das intervenções no local.
A assinatura do contrato de execução do serviço está agendada para esta segunda-feira. Na terça-feira, a Construtora Rocha, empresa selecionada para conduzir os trabalhos, fará uma avaliação técnica presencial no espaço com as equipes responsáveis. A vistoria vai alinhar a logística das obras para garantir que os atendimentos de urgência continuem ocorrendo com segurança.
LEIA MAIS
- Exclusivo: nova gestão encontra estrutura sucateada e chão que treme no Hospital Infantil de Criciúma
- Parto na recepção: Hospital Infantil de Criciúma diz que caso foi excepcional
- Hospital Santa Catarina inicia nova gestão com salários mantidos
A intervenção imediata no Pronto-Socorro é viabilizada por um repasse emergencial de R$ 1,2 milhão da Secretaria de Estado da Saúde (SES). O montante faz parte de um pacote maior de investimento do governo estadual, estimado em R$ 15 milhões ao longo dos próximos cinco anos.
Infraestrutura precária motivou pacote emergencial
A reforma atende a um diagnóstico alarmante levantado pela nova administradora do hospital, a Irmandade Santa Casa de São Bernardo do Campo (SCSBC). A entidade assumiu a gestão em 1º de junho, após a saída do Ideas (Instituto de desenvolvimento, ensino e assistência à saúde), e constatou problemas graves de infraestrutura acumulados na unidade.
A vistoria técnica identificou infiltrações, banheiros degradados, mofo em salas de apoio e rachaduras em paredes e colunas. A situação mais preocupante foi registrada na UTI Neonatal, onde foram constatadas rachaduras estruturais e trepidação no piso.
A gestão acionou engenheiros para a emissão de um laudo e garante que, se o diagnóstico apontar comprometimento severo da área, a prioridade será a segurança das crianças, com a realocação imediata do setor antes de qualquer obra.
Projeção de expansão e modernização
Apesar dos problemas nas áreas mais antigas, o hospital possui uma ala recente e em conformidade com as normas da Anvisa. O espaço abriga a nova UTI Pediátrica, entregue após aportes estaduais de R$ 6 milhões para reformas e R$ 2 milhões em equipamentos.
Com as novas intervenções, a administração projeta uma ampliação de 25% na capacidade de atendimento, impulsionada pela extensão do horário do ambulatório, que passará a funcionar até as 19h. Além disso, a gestão trabalha para instalar o primeiro tomógrafo da história do hospital em até 90 dias.
A reestruturação também inclui a readequação de salas ociosas para separar as áreas de recuperação pós-operatória do Centro Cirúrgico e Obstétrico, além do fortalecimento da parceria com a Unesc para transformar a unidade em um hospital-escola de referência regional.
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!