O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), uma operação para investigar um suposto esquema de produção, envase, armazenamento e comercialização irregular de mel no Sul de Santa Catarina.
Conforme o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), há indícios de que os investigados mantinham uma estrutura organizada para envasar e distribuir produtos de origem animal de forma ilícita. A ação, conduzida pela 2ª Promotoria de Justiça de Araranguá, apura crimes contra a saúde pública e o direito do consumidor.
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Por determinação da Vara de Garantias da Comarca de Criciúma, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nos municípios de Araranguá e Maracajá, ligados aos investigados.
Investigação aponta possível alteração de rótulos
Segundo o MPSC, as investigações apontam possíveis irregularidades na produção e comercialização sistemática de produtos adulterados e com rotulagem fraudulenta. Entre os indícios apurados está a utilização de marcas já consolidadas no mercado e a falsificação de rótulos contendo o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), certificação utilizada para atestar a inspeção de produtos de origem animal.
A operação contou com apoio técnico do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), da Vigilância Sanitária e da Polícia Científica de Santa Catarina.
Todo o material apreendido durante o cumprimento dos mandados será encaminhado à Polícia Científica, responsável pela realização das perícias. Os laudos serão analisados pelo Gaeco e pela 2ª Promotoria de Justiça de Araranguá para dar continuidade às investigações.
O Ministério Público informou que o procedimento tramita sob sigilo. Novas informações deverão ser divulgadas apenas após a retirada do sigilo judicial.
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