Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!

Fraude de R$ 8 milhões contra empresa de SC leva a prisão e bloqueio milionário

Terceira fase da Operação Supply Chain cumpre prisão, buscas e bloqueia R$ 6,2 milhões em bens de investigados

Por Gabrielle Rebelo Criciúma, SC, 25/08/2026 - 09:50 Atualizado há quase um minuto
Organização é investigada por causar um prejuízo superior a R$ 8 milhões à Growth Suplementos | Foto: Divulgação/4oito
Organização é investigada por causar um prejuízo superior a R$ 8 milhões à Growth Suplementos | Foto: Divulgação/4oito

Quer receber notícias como esta em seu Whatsapp? Clique aqui e entre para nosso grupo

A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, na manhã desta terça-feira (25), a terceira fase da Operação Supply Chain, que investiga um grupo suspeito de envolvimento em fraudes mercantis, emissão de duplicatas simuladas, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

A organização é investigada por causar um prejuízo superior a R$ 8 milhões à Growth Suplementos, empresa de suplementos alimentares de Tijucas.

LEIA MAIS: 

A ação é coordenada pela Delegacia de Investigação de Lavagem de Dinheiro (DLAV/DEIC), com apoio do Laboratório de Lavagem de Dinheiro (Lab LD), da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (DECOR) e da Delegacia de Repressão a Delitos de Informática (DRRDI).

Prisão preventiva

Polícia Civil cumpre um mandado de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão | Foto: Divulgação/4oito

Nesta fase, a Polícia Civil cumpre um mandado de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão em Itajaí e Porto Belo. Também foram determinadas medidas para bloquear R$ 6.203.044,46 em ativos financeiros ligados aos investigados. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da Vara Regional de Garantias da Comarca de Balneário Camboriú.

Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada, incorporadoras e familiares como interpostas pessoas, os chamados “laranjas”, para movimentar e ocultar recursos. O esquema teria como uma das principais práticas a emissão de duplicatas sem uma causa real, seguida da circulação dissimulada dos valores e de saques expressivos em espécie.

O principal alvo da prisão preventiva é apontado pela investigação como articulador e beneficiário do esquema. Durante as buscas, os policiais procuram documentos e equipamentos eletrônicos que possam ajudar a esclarecer a movimentação financeira e a atuação dos envolvidos.

Bloqueio de valores 

Justiça determinou o sequestro de imóveis e veículos relacionados ao grupo | Foto: Divulgação/4oito

Além do bloqueio de valores em contas bancárias, a Justiça determinou o sequestro de imóveis e veículos relacionados ao grupo. Entre os bens estão propriedades no Litoral Norte catarinense e veículos de luxo e de passeio, que tiveram a transferência restringida.

A operação também alcança patrimônio mantido em diferentes modalidades. Foram expedidos ofícios para o congelamento de ativos virtuais em exchanges de criptomoedas, além de participações societárias e valores mantidos em previdência privada.

De acordo com a Polícia Civil, a estratégia desta fase vai além da prisão dos investigados. O objetivo é atingir a estrutura financeira do grupo, interromper sua capacidade de atuação e garantir mecanismos para tentar recuperar os valores relacionados ao prejuízo causado à empresa vítima.

Copyright © 2026.
Todos os direitos reservados ao Portal 4oito