O Criciúma tem encontrado gols em praticamente todos os setores do campo, mas os números da Série B chamam atenção para uma característica da equipe: a baixa participação dos atacantes na produção ofensiva.
Dos 25 gols marcados pelo Tigre na Série B, apenas oito foram anotados por jogadores de ataque, o equivalente a 32% do total. Waguininho é o principal responsável por essa produção, com quatro gols. Nicolas marcou dois, enquanto Diego Gonçalves e Cauê Santos fizeram um cada.
Na prática, isso significa que 68% dos gols do Criciúma na competição foram marcados por jogadores de outras posições.
A artilharia do Tigre na Série B reforça esse cenário. Waguininho, Marcelo Hermes e Fellipe Mateus dividem a liderança, com quatro gols cada. Otero aparece logo atrás, com três. Bruno Alves e Nicolas têm dois gols, enquanto Willean Lepo, Rodrigo, Cesar Martins, Jhonata Robert, Diego Gonçalves e Cauê Santos marcaram uma vez.
Artilharia espalhada pelo time
O dado mais interessante é que o Criciúma não depende exclusivamente dos seus atacantes para balançar as redes. O lateral-esquerdo Marcelo Hermes e o meia Fellipe Mateus, por exemplo, têm o mesmo número de gols de Waguininho na Série B, mesmo atuando em funções diferentes.
O meia Otero, outro jogador que não é atacante de origem, também já marcou três vezes na competição. A contribuição dos defensores aparece ainda com Bruno Alves, Willean Lepo e Cesar Martins.
Esse equilíbrio ajuda a explicar por que a equipe conseguiu manter uma produção ofensiva distribuída, mesmo sem ter um atacante dominando a artilharia.
Eduardo Baptista minimiza participação dos atacantes
O técnico Eduardo Baptista não demonstra preocupação com a distribuição dos gols entre os setores da equipe. Para o treinador, mais importante do que identificar quem está marcando é garantir que o Criciúma continue transformando as oportunidades em gols e somando pontos na competição.
Após o empate com o Botafogo-SP, Baptista destacou que o Criciúma é líder da Série B, com 44 pontos, e tem conseguido aliar uma defesa consistente a uma produção ofensiva suficiente para alcançar os resultados.
"A gente faz gol. Não me interessa quem vai fazer o gol e quem vai finalizar. O que me interessa é que a bola chegue no gol. Mas a gente tem 44 pontos, é trabalhar em cima disso. A gente leva poucos gols e tem feito os gols que nos têm dado a vitória”, afirmou.
Números da temporada mantêm a tendência
Quando o recorte passa a ser toda a temporada de 2026, a participação dos atacantes aumenta um pouco, mas continua longe de representar a maior parte dos gols.
O Criciúma marcou 46 gols no ano, sendo 19 de atacantes. O número corresponde a 41,3% da produção ofensiva da equipe.
Nicolas é o principal goleador do setor e do ano, com oito gols, seguido por Waguininho, com seis. Diego Gonçalves marcou quatro e Cauê Santos tem um.
Ou seja: 58,7% dos gols do Criciúma na temporada foram marcados por jogadores que não atuam como atacantes.
Nicolas lidera a artilharia em 2026
Na contagem geral da temporada, Nicolas aparece como o principal goleador do Criciúma, com oito gols. Waguininho vem logo atrás, com seis, e Jhonata Robert soma cinco.
Marcelo Hermes, Fellipe Mateus e Diego Gonçalves têm quatro gols cada. Cesar Martins e Otero aparecem com três, enquanto Bruno Alves marcou dois.
Com um gol estão Willean Lepo, Hiago, Rodrigo, Gui Lobo, Jean Irmer e Cauê Santos.
Os números mostram um Criciúma com artilharia bastante distribuída, mas também deixam uma questão evidente: o setor ofensivo tem participado menos do que o esperado na construção dos gols da equipe, especialmente na Série B.
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