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El Niño muda o inverno: por que o frio deste ano pode ser diferente do esperado

Fenômeno climático deve deixar o inverno menos rigoroso em parte do Brasil e aumentar o risco de chuvas intensas

Por Maryele Cardoso Criciúma, SC, 21/06/2026 - 13:41
El Niño altera a circulação da atmosfera e muda os padrões de chuva e temperatura I Foto: Arquivo/4oito
El Niño altera a circulação da atmosfera e muda os padrões de chuva e temperatura I Foto: Arquivo/4oito

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O inverno no Hemisfério Sul teve início oficial às 5h24 deste domingo (21), sendo considerada a estação mais fria do ano, ela se caracteriza por temperaturas mais baixas e dias mais curtos. O período segue até 22 de setembro, quando dá lugar à primavera.

Neste ano, o Brasil deve sentir um inverno menos rigoroso por causa da atuação do El Niño, com o início do fenômeno confirmado pela Agência dos Estados Unidos para Oceanos e Atmosfera (NOAA).

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O El Niño ocorre quando há um aquecimento acima do normal na região equatorial do Oceano Pacífico. O nome vem do espanhol e significa “O Menino”, sendo uma referência ao Menino Jesus, apelido criado por pescadores do Peru e do Equador para o aquecimento das águas.

inverno pode ter aumento nas chuvas por causa do El Niño I Foto: Arquivo/4oito

Menos frio em algumas regiões do Brasil

Segundo o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Melquizedek Rafael Duarte da Silva, o fenômeno pode reduzir a intensidade do frio em parte do país. Ele explica que o El Niño tende a criar um bloqueio atmosférico, especialmente próximo a São Paulo, dificultando o avanço de frentes frias para o Sudeste e também parte do Centro-Oeste.

Além das temperaturas mais altas em algumas áreas, o fenômeno também pode aumentar o volume de chuvas, principalmente na região Sul. De acordo com o especialista, o El Niño favorece episódios de chuva intensa em curtos períodos, o que pode elevar o risco de eventos extremos. Como o inverno já costuma ser uma estação mais chuvosa no Sul, a combinação com o fenômeno pode intensificar esse cenário.

Previsões climáticas mais incertas

Os meteorologistas destacam que prever com precisão os efeitos do El Niño a longo prazo é um desafio crescente. Com as mudanças climáticas e o aquecimento global, padrões de temperatura e chuva têm se tornado menos previsíveis. Períodos de calor ou chuva, que antes duravam poucos meses, podem se estender por mais tempo, alterando a dinâmica das previsões sazonais.

O inverno é um fenômeno astronômico que ocorre quando uma das metades do planeta recebe menos luz solar. No caso do Hemisfério Sul, há menor incidência de radiação solar, enquanto o Hemisfério Norte vive o verão.

Diferenças entre regiões do Brasil

Por ser um país de grande extensão, o inverno não é sentido da mesma forma em todo o território. Já no extremo sul, como em Chuí (RS), os dias de inverno são bem mais curtos, com o Sol nascendo por volta das 7h30 e se pondo perto das 17h30, totalizando menos de 10 horas de luz solar.

Em Macapá, próxima à linha do Equador, o dia praticamente não muda ao longo do ano: o Sol nasce por volta das 6h15 e se põe às 18h15, com pequenas variações apenas ao longo dos meses.

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