O Noaa (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica), agência científica norte-americana responsável por monitoramentos meteorológicos, anunciou nesta quinta-feira (11), que o El Niño pode se intensificar para um nível moderado ou forte nesta primavera do hemisfério sul. A previsão é de que as temperaturas superficiais do mar ultrapassem os 2,0°C na região do Pacífico. Caso esse evento se concretize, o fenômeno passa a ser classificado como Super El Niño.
Segundo o órgão norte americano, o fato ainda não garante que o fenômeno irá se transformar em um “Super El Niño”, para que isso se concretize as temperaturas do Pacífico equatorial tem que ficar 0,5 °C acima da média durante 6 meses. Porém com o aumento de 0,7 °C acima da média as chances do fenômeno se concretizar aumentaram de 37% no mês passado, para 63% segundo a Noaa.
LEIA MAIS
- El Niño ganha 80% de probabilidade e coloca SC sob risco de chuvas intensas no segundo semestre
- El Niño: fenômeno se antecipa e muda inverno em SC
- SC entra em alerta com risco de 25% para desastres ligados ao El Niño
O El Niño pode afetar Santa Catarina?
Com a chegada do fenômeno ainda no inverno de maneira antecipada, não significa que Santa Catarina irá sofrer grandes estragos, e sim que durante a primavera e verão, época que o El Niño tende a se intensificar, as precipitações que já são rotineiras da estação, fiquem ainda mais intensas.
Para que o fenômeno tome uma medida preocupante para o estado, é preciso a junção de diversos fatores meteorológicos em conjunto com o El Niño. Podendo gerar ventos mais fortes, clima mais tempestuoso, inundações de maré alta e até mesmo mudanças na migração de peixes.
O que é o El Niño?
O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração impacta diretamente a circulação atmosférica, provocando mudanças no regime de chuvas. No Sul do Brasil, os efeitos mais comuns são o aumento significativo das precipitações e a elevação das temperaturas.
Um dos casos mais marcantes já registrados foi a enchente no Rio Grande do Sul, em 2024, quando foram contabilizados 185 óbitos e 23 pessoas desaparecidas.
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!