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Dólar dispara 11% e chega a R$ 5,52 após resultado das eleições

Disparada da moeda ocorre após a vitória de Lula, em um cenário de cautela no mercado financeiro

Por Lucas Mackowieski Criciúma, SC, 26/10/2026 - 11:49 Atualizado há meio minuto
Investidores monitoram o cenário econômico brasileiro e as decisões sobre juros nos Estados Unidos | Foto: Divulgação/4oito
Investidores monitoram o cenário econômico brasileiro e as decisões sobre juros nos Estados Unidos | Foto: Divulgação/4oito

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O dólar abriu as negociações desta segunda-feira (26) em forte alta, com valorização de 11% e cotação de R$ 5,52. O movimento ocorreu após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República.

O resultado eleitoral provocou uma reação imediata no mercado financeiro, com investidores atentos às perspectivas para a economia brasileira nos próximos quatro anos.

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Lula venceu o segundo turno com 51,78% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 48,22%. A definição do resultado aumentou a cautela dos investidores em relação à condução da política econômica.

Mercado financeiro acompanha os efeitos do resultado eleitoral sobre o câmbio | Foto: Divulgação/4oito

Dólar vinha em queda antes da eleição

Antes do resultado eleitoral, a moeda americana acumulava perdas em 2026. Na sexta-feira (23), o dólar fechou cotado a R$ 4,99, após recuar 0,90%.

Até a última atualização anterior à eleição, a moeda registrava queda de:

  • 1,57% na semana;

  • 3,50% no mês;

  • 9,03% no ano.

Mercado acompanha decisões internacionais

Além do cenário brasileiro, os investidores monitoram decisões de política monetária no exterior. O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, tem reunião prevista para quarta-feira, com possibilidade de novo aumento dos juros americanos.

As decisões do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco do Japão (BoJ) também estão no radar, embora a expectativa seja de manutenção das taxas.

Antes da abertura dos mercados, ações de empresas brasileiras negociadas no exterior também recuaram, refletindo a cautela dos investidores diante do resultado eleitoral e das perspectivas econômicas.

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