Três grandes empresas, de três setores diferentes, negociam se instalar em Criciúma, além do centro logístico do Mercado Livre, que já está em obra. Uma é do polo farmacêutico, outra do ramo de refrigerantes e bebidas e a terceira da área química. Segundo o prefeito Vagner Espíndola, a do ramo farmacêutico é a mais encaminhada e fica não muito longe da região onde os pavilhões do Mercado Livre estão sendo erguidos.
As conversas ainda estão no campo da iniciativa privada e sob sigilo comercial, por causa do risco de especulação imobiliária. Os nomes só serão divulgados quando as empresas autorizarem e derem entrada nos processos na Prefeitura.
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De acordo com Espíndola, o poder público atua na viabilidade, tanto de terrenos quanto de possíveis incentivos fiscais. “Existem negociações que estão sendo feitas, e o poder público, neste caso, fica apenas na questão da viabilidade, das questões de terrenos, mas também nas possibilidades de incentivos fiscais”, afirmou.
Por que as empresas escolhem Criciúma
Para Vaguinho, o município reúne um conjunto de legislações que dá segurança jurídica e ambiental ao investidor, além de processos desburocratizados. Ele cita que a Prefeitura emite viabilidade técnica de construção em prazo curto e que é possível abrir um MEI na cidade em menos de duas horas.
“Quando eles fazem a primeira conversa aqui na municipalidade, saem com todos esses números. Não são apenas falas e narrativas, são números que eles podem constatar, além da mão de obra qualificada por meio dos nossos parques tecnológicos, que cada vez mais estão se desenvolvendo”, disse.
Outro fator, segundo o prefeito, é o planejamento da cidade para os próximos 25 anos, apresentado aos empresários na primeira reunião para mostrar que haverá espaço para expansão das fábricas.
“Quando a empresa cresce, a cidade cresce, as pessoas se desenvolvem. É esse juntar de bons indicadores que faz Criciúma estar no radar dos maiores investidores do mundo e do Brasil”, afirmou.
Pavilhões do Mercado Livre devem ser erguidos até o fim de 2026
O centro de distribuição do Mercado Livre em Criciúma está com pilares e os blocos de concreto armado sendo levantados, e a expectativa é que os pavilhões fiquem prontos ainda antes do fim do ano. A obra, de cerca de R$ 80 milhões, fica em um terreno de 60 mil m² às margens da Rodovia Governador Jorge Lacerda, no bairro Verdinho, perto do acesso à BR-101, e vai gerar cerca de 350 empregos diretos.
O centro será o maior entre as duas capitais e vai fazer a distribuição logística para toda a região Sul de Santa Catarina. A estrutura de Criciúma terá uma área 15 vezes maior que a de Morro da Fumaça, onde a empresa opera desde setembro de 2021, em um imóvel alugado de cerca de 4 mil m², no bairro Capelinha.
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