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Imposto de Renda: restituições batem recorde de R$ 41 bilhões em 2026

Quase 26 milhões de brasileiros receberam valores; Receita também orientou 500 mil contribuintes sobre pendências na malha fina

Por Davi Brabos Criciúma, SC, 20/10/2026 - 18:04 Atualizado há quase um minuto
Cerca de 500 mil brasileiros receberam cartas com orientações para corrigir inconsistências | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo 4oito
Cerca de 500 mil brasileiros receberam cartas com orientações para corrigir inconsistências | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo 4oito

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A Receita Federal devolveu mais de R$ 41 bilhões em restituições do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) em 2026, o maior valor já registrado pelo órgão. O montante foi destinado a 25,9 milhões de contribuintes, dos quais 80% receberam os recursos em até um mês após o encerramento do prazo de entrega das declarações.

Os números foram divulgados nesta terça-feira (20) pela Receita Federal, que também apresentou um balanço das ações voltadas à regularização de contribuintes. Cerca de 500 mil brasileiros receberam cartas com orientações para corrigir inconsistências que podem estar impedindo o pagamento de restituições.

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Outra novidade deste ano foi o chamado cashback do Imposto de Renda, que devolveu R$ 460 milhões a 3,4 milhões de pessoas que não haviam apresentado declaração no ano anterior.

Quase 500 mil contribuintes receberam cartas da Receita

Apesar do recorde nas restituições, parte dos contribuintes ainda enfrenta pendências que podem atrasar o recebimento dos valores.

Para ajudar na regularização, a Receita Federal enviou correspondências a aproximadamente 500 mil pessoas que apresentaram inconsistências na declaração do IRPF 2026. O envio começou no início de outubro e foi concluído nesta terça-feira.

O grupo representa cerca de 1,25% dos mais de 40 milhões de contribuintes que entregaram declarações neste ano.

Segundo o órgão, as cartas fazem parte do Projeto Cartas, iniciativa que busca permitir a correção voluntária de erros antes da abertura de procedimentos de fiscalização.

A Receita esclarece que o recebimento da correspondência não significa que o contribuinte esteja sendo multado ou formalmente autuado. O objetivo é orientar sobre pendências que podem ser resolvidas pelo próprio cidadão.

Números foram divulgados nesta terça-feira (20) pela Receita Federal | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo 4oito

Como saber se a declaração está na malha fina?

Os contribuintes podem verificar a situação da declaração pela internet, sem precisar comparecer presencialmente a uma unidade da Receita Federal.

Para consultar, é necessário:

  1. Acessar o portal Meu Imposto de Renda;
  2. Entrar com a conta Gov.br de nível prata ou ouro;
  3. Consultar a situação da declaração de 2026;
  4. Verificar se aparece a indicação “Com Pendência”;
  5. Selecionar a pendência para identificar o motivo da retenção e as orientações de regularização.

Caso seja identificado algum erro nas informações prestadas, o contribuinte poderá enviar uma declaração retificadora.

A Receita recomenda conferir os valores informados e manter os documentos que comprovem rendimentos, despesas e demais dados declarados.

A correção voluntária antes de uma intimação ou notificação pode evitar multas e permitir o processamento da restituição.

Cashback devolveu R$ 460 milhões

Além das restituições regulares, a Receita Federal destacou os resultados do cashback do IRPF, modalidade de restituição automática destinada a pessoas que tinham valores a receber, mas não haviam apresentado declaração no exercício anterior.

Neste ano, aproximadamente 3,4 milhões de brasileiros foram beneficiados, com a devolução de R$ 460 milhões.

O sistema utiliza informações disponíveis nas bases de dados da Receita para identificar contribuintes com imposto retido na fonte e direito à restituição, desde que cumpridos os critérios estabelecidos para a modalidade.

Nova lei reforça direito à orientação

A Receita Federal também destacou a Lei Complementar nº 225/2026, que passou a garantir legalmente o direito do contribuinte à orientação antes de atividades fiscalizatórias, conforme as condições previstas na legislação.

Segundo o órgão, a mudança busca priorizar a prevenção de irregularidades e a correção voluntária das informações.

O Projeto Cartas faz parte dessa estratégia e deverá continuar nos próximos anos, com orientações para contribuintes que apresentarem inconsistências nas declarações.

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