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Do Iraque ao lanche em Criciúma: conheça a história do Nélson do Xis Gaúcho (ÁUDIO)

Nesta terça-feira, 14, ele foi o convidado do programa Do Avesso na Rádio Som Maior
Vitor Netto
Por Vitor Netto Criciúma - SC, 14/01/2020 - 14:50Atualizado em 14/01/2020 - 15:39

Nélson dos Santos é o proprietário do Xis Gaúcho que teve repercussão nacional por causa das suas respostas sinceras no aplicativo iFood na última semana. Nesta terça-feira, 14, ele foi o convidado do programa Do Avesso na Rádio Som Maior e apresentou mais uma de suas façanhas no mundo. Além de fazer Xis, Nélson já trabalhou no Iraque, já morou no Rio Grande do Sul, em Belo Horizonte e já conheceu quase toda a América do Sul. 

Nascido em Cachoeira do Sul (RS), saiu da cidade ainda cedo e foi morar em Porto Alegre. Em 1987 trabalhava em um hotel, quando foi convidado para ir trabalhar no Iraque. “Eu fui trabalhar na construção de uma estrada de ferro em Bagdá. Conhecia um pessoal que trabalhava na construtora em Minas Gerais. Me ofereceram e eu fui”, explica. 

Nelson ficou um ano dois meses trabalhando por lá. “Sempre é bacana conhecer novas culturas. É outra realidade. Lá faz 55ºC na sombra e à noite 0ºC”, comenta. De volta ao Brasil, se mudou para Belo Horizonte, ficando 12 anos por lá. 

Ele já viajou por diversos países da América Latina e também conhece diversos estados do Brasil. “Não existe um Xis igual o Xis Gaúcho. Tem gente que resolve prensar o seu lanche, mas é diferente. Na verdade, um lanche de qualidade faz diferença até na sequência dos ingredientes, na forma que corta a cebola, em tudo”, comenta. 

Estilo próprio de lanche e de cordialidade

O lanche é direcionado para o lanche delivery e de acordo com ele, o que ele demorou para melhorar, mas hoje é um diferencial. Hoje a embalagem é completamente diferente. A nossa embalagem nenhum lanche aqui no Sul tem. É caro, praticamente 10% do valor do lanche, mas é térmica e faz toda a diferença”, enfatiza. 

Conforme ele, o respeito ao cliente é o principal carro chefe do seu serviço. “Pode parecer paradoxal, mas na verdade temos o maior respeito pelo cliente. Embora o pessoal possa achar que a gente é grosso, na verdade você tem que se respeitar para ser respeitado. A partir do momento que alguém vem aqui desrespeitar o seu trabalho, poxa é sacanagem. Respeita o seu ganha pão. Se não gostou vai para outro, mas não sacaneia”, comenta. 

Como Nélson avalia as críticas ao lanche

As primeiras críticas recebidas por ele foi pelo iFood. Antes de trabalhar no aplicativo, ele tinha nota máxima na internet. Após as vendas no iFood, diminuiu a nota. “Esse tipo de cliente mala eu não quero. E falo mais, eu não desejo nem para o meu concorrente, porque o mal você não deseja para ninguém”, comenta. 

Conforme ele, erros aparecem, mas podem ser consertados. “É por isso que a gente evita os malas. Nós temos nove ingredientes que já ficam na sequência, então chega aquele pedido com um monte de alteração e passa batido”, coloca. 

Conforme ele, após a repercussão nacional que o seu lanche tomou, aumentaram aproximadamente 40% das suas vendas. 

Confira a entrevista completa no player abaixo:

 

Sr. Saraiva, o "tolerância zero" do xis salada (VÍDEO)

História do X-Gaúcho de Criciúma atinge repercussão nacional