O futebol é simples. Quando a bola entra, o time vence. E a paz volta.
O Criciúma precisava dessa resposta. A semana foi barulhenta. Pressão, desconfiança, arquibancada cobrando atitude. O ambiente pedia uma atuação convincente. E ela veio em forma de goleada: 4 a 0 sobre o Concórdia no templo sagrado do sul do mundo, o Majestoso.
Mas vitória assim tem dono. E o dono da noite vestia a camisa 9.
Nicolas foi o homem do jogo. Hat-trick de centroavante raiz. Daqueles que não dão descanso para zagueiro, que atacam espaço o tempo todo e finalizam sem pensar duas vezes. Tentou de todo jeito. De cabeça, fazendo pivô, atacando a última linha. E guardou três.
O Tigre jogou como time grande. Agressivo, empilhando chances, quase 70% do tempo no terço final. Sufocou. Amassou. Não deixou o adversário respirar. É verdade que o Concórdia ofereceu pouca resistência, mas quem já viveu vestiário sabe: quando a confiança está baixa, até jogo “fácil” vira armadilha. O Criciúma não caiu nela.
E fazia tempo que o Majestoso não via três gols de um jogador do Tigre em casa. Desde 2017, naquele 4 a 4 épico contra o Brusque quando este que vos escreve balançou as redes três vezes. Futebol é memória. E memória boa fortalece identidade.
A goleada não resolve a temporada. Mas muda o clima. Dá moral ao elenco. Recoloca o artilheiro no Game. Centroavante vive de gol. E quando o camisa 9 está com fome, o time cresce junto.
No futebol e nos negócios é igual. Resultado acalma. Performance sustenta. O Criciúma entregou os dois.
Se mantiver postura, intensidade e apetite, o Tigre volta a ser temido. E o torcedor volta a confiar.
Alex Maranhão
Esporte & Negócios
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