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Dinheiro é jogado pela janela durante investigação da PF em Balneário Camboriú

Agentes cumpriam mandado em apartamento no Litoral Norte

Por Maryele Cardoso Criciúma, SC, 11/02/2026 - 12:45 Atualizado há 3 minutos
Agentes da Polícia Federal cumprem mandado de busca e apreensão em apartamento de Balneário Camboriú I Foto: Polícia Federal/4oito
Agentes da Polícia Federal cumprem mandado de busca e apreensão em apartamento de Balneário Camboriú I Foto: Polícia Federal/4oito

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Uma mala com R$ 429 mil em espécie foi arremessada pela janela de um apartamento no 30° andar de um prédio em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, durante operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (11).

A ação faz parte da terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro ligados à gestão de recursos do Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores estaduais do Rio de Janeiro.

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Segundo a PF, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, um em Balneário Camboriú e outro em Itapema. O objetivo foi recuperar bens e valores que teriam sido retirados de um imóvel no Rio de Janeiro durante a primeira fase da investigação, deflagrada em 23 de janeiro.

Na fase mais recente, os agentes apreenderam dinheiro em espécie, dois carros de luxo e dois celulares. Um dos aparelhos pertence ao morador do imóvel que, conforme a Polícia Federal, teria jogado a mala pela janela no momento da abordagem. Os veículos foram levados para a Delegacia da PF em Itajaí.

Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigação e ocultação de provas.

Operação Barco de Papel apreende mala com dinheiro I Foto: Polícia Federal/4oito

Entenda o caso

A Operação Barco de Papel apura suspeitas na compra, pelo Rioprevidência, de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

Entre novembro de 2023 e julho de 2024, o fundo teria investido cerca de R$ 970 milhões nos títulos. A transação passou a ser questionada após indícios de que o Banco Master estaria envolvido em um esquema fraudulento bilionário, com possível emissão de títulos sem lastro e manipulação de balanços.

Segundo a PF e relatórios do Banco Central (BC), o banco teria desviado aproximadamente R$ 11,5 bilhões.

O Banco Master foi liquidado pelo BC em 18 de novembro de 2025, sob justificativa de grave crise de liquidez e reiteradas violações às normas do sistema financeiro.

O Rioprevidência, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores estaduais do Rio de Janeiro, nega irregularidades nas operações.

Mala com dinheiro em espécie foi arremessada pela janela de imóvel no momento da chegada dos policiais federais I Foto: Polícia Federal/Divulgação

Exoneração e prisão

No dia da primeira fase da operação, o então presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi exonerado pelo governador Cláudio Castro após anunciar renúncia ao cargo.
No início de fevereiro, ele foi preso durante a segunda fase da investigação. Também foram alvo de buscas, na primeira etapa, os ex-diretores Eucherio Lerner Rodrigues e Pedro Pinheiro Guerra Leal.
A Polícia Federal segue analisando o material apreendido para aprofundar a apuração sobre possível gestão fraudulenta, desvio de recursos e prejuízos ao fundo previdenciário.

Assista o vídeo:
 

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