Uma mala com R$ 429 mil em espécie foi arremessada pela janela de um apartamento no 30° andar de um prédio em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, durante operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (11).
A ação faz parte da terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro ligados à gestão de recursos do Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores estaduais do Rio de Janeiro.
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Segundo a PF, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, um em Balneário Camboriú e outro em Itapema. O objetivo foi recuperar bens e valores que teriam sido retirados de um imóvel no Rio de Janeiro durante a primeira fase da investigação, deflagrada em 23 de janeiro.
Na fase mais recente, os agentes apreenderam dinheiro em espécie, dois carros de luxo e dois celulares. Um dos aparelhos pertence ao morador do imóvel que, conforme a Polícia Federal, teria jogado a mala pela janela no momento da abordagem. Os veículos foram levados para a Delegacia da PF em Itajaí.
Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigação e ocultação de provas.
Entenda o caso
A Operação Barco de Papel apura suspeitas na compra, pelo Rioprevidência, de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
Entre novembro de 2023 e julho de 2024, o fundo teria investido cerca de R$ 970 milhões nos títulos. A transação passou a ser questionada após indícios de que o Banco Master estaria envolvido em um esquema fraudulento bilionário, com possível emissão de títulos sem lastro e manipulação de balanços.
Segundo a PF e relatórios do Banco Central (BC), o banco teria desviado aproximadamente R$ 11,5 bilhões.
O Banco Master foi liquidado pelo BC em 18 de novembro de 2025, sob justificativa de grave crise de liquidez e reiteradas violações às normas do sistema financeiro.
O Rioprevidência, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores estaduais do Rio de Janeiro, nega irregularidades nas operações.
Exoneração e prisão
No dia da primeira fase da operação, o então presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi exonerado pelo governador Cláudio Castro após anunciar renúncia ao cargo.
No início de fevereiro, ele foi preso durante a segunda fase da investigação. Também foram alvo de buscas, na primeira etapa, os ex-diretores Eucherio Lerner Rodrigues e Pedro Pinheiro Guerra Leal.
A Polícia Federal segue analisando o material apreendido para aprofundar a apuração sobre possível gestão fraudulenta, desvio de recursos e prejuízos ao fundo previdenciário.
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